
Mercados Internacionais
Os mercados globais continuam a navegar um equilíbrio delicado entre risco geopolítico elevado e forte apetite por risco.
A proposta de paz do Irão, que separa o Estreito de Ormuz das negociações nucleares, introduziu algum otimismo, mas foi rejeitada por Donald Trump, que mantém uma estratégia de pressão máxima. Em paralelo, o agravamento das tensões entre Israel e o Libano, bem como incidentes no estreito de Bab al-Mandab, aumentam o risco de disrupção nas rotas energéticas — um fator ainda pouco refletido nos preços.
Apesar disso, os mercados acionistas permanecem resilientes: o S&P 500 e o Nasdaq Composite seguem em máximos históricos, sustentados por momentum e pelo tema da IA. No curto prazo, mantém-se o padrão de “buy the dip”, com quedas provocadas por notícias geopolíticas a serem rapidamente absorvidas.
Calendário económico
O foco imediato dos mercados está na reunião de emergência convocada por Donald Trump na Sala de Situação, que poderá gerar volatilidade significativa — sobretudo no petróleo e nos futuros — dependendo de sinais sobre o Irão.
A proposta de paz iraniana continua a sustentar algum otimismo, mas o impasse mantém-se: Washington recusa aliviar sanções sem concessões nucleares claras, limitando o potencial de desanuviamento no curto prazo.
Em paralelo, os mercados enfrentam uma semana crítica: decisões de bancos centrais lideradas pela Reserva Federal, Banco Central Europeu e Banco de Inglaterra, bem como dados-chave (PCE, PIB, ISM). Ao mesmo tempo, iremos ter resultados de 5 das 7 Magníficas – qualquer desilusão face às valorizações atuais poderá desencadear uma correção acentuada em relação aos máximos históricos.
XTB/RÁDIOILHÉU

