AÇORES | PS desafia Governo Regional a demonstrar influência junto da República e garantir os 23 milhões em dívida aos agricultores açorianos

O líder parlamentar do PS/Açores na Assembleia Legislativa alertou, hoje, na Horta, para o facto de o Governo Regional não conseguir garantir se os agricultores dos Açores irão efetivamente receber o apoio de 23 milhões em atraso por parte do Governo de Luís Montenegro.
Berto Messias reconheceu que o anterior Governo da República não deu a resposta necessária a esta matéria, sublinhando, contudo, que a situação foi posteriormente corrigida, por iniciativa do deputado e Presidente do PS/Açores, Francisco César, com a inscrição no Orçamento do Estado de um apoio de 23 milhões de euros destinado à agricultura açoriana.
“Nós estamos em setembro, daqui a pouco termina o período de vigência do atual Orçamento de Estado e começa-se a discutir o novo Orçamento de Estado”, sublinhou o líder da bancada socialista para afirmar que, uma vez mais, “fica a ideia de que este dinheiro nunca chegará às contas dos agricultores açorianos”.
O deputado afirmou ainda que “o senhor Secretário e o Senhor Presidente do Governo estão sempre a propagandear a sua capacidade de iniciativa e de influência junto do Governo da República. O Sr. Presidente do Governo esteve, aliás, no Conselho de Ministros, mas o Governo Regional não consegue informar quando é que serão transferidos os 23 milhões de euros para a Região”, lembrou.
Berto Messias finalizou, insistindo na pergunta ao Secretário da Agricultura: “quando é que será firmado o acordo entre os dois Governos para a transferência desse valor e para o cumprimento do Artigo 143º do Orçamento de Estado, que foi lá colocado como proposta do deputado da Assembleia da República, Francisco César.”
“Tendo em conta a incapacidade do senhor secretário em informar da data, nós começamos a suspeitar que existem aqui manobras dilatórias para que esse dinheiro não venha para a região. A única forma de nós deixarmos de acreditar nisso é haver uma data concreta para a materialização desse acordo. Caso contrário, começa a ser difícil acreditar que esse dinheiro alguma vez chegará aos Açores,” concluiu.
GPPS/AÇORES/RÁDIOILHÉU






