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TERCEIRA | Partido Socialista reafirma que “não há obrigação nem a necessidade de avançar para despedimentos no município da Praia da Vitória”

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O Partido Socialista da Praia da Vitória reafirma que “a decisão de avançar para despedimentos no Município da Praia da Vitória é uma opção da Presidente da Câmara Municipal e não uma obrigação ou uma imposição externa”.

Segundo Berto Messias, Vereador da oposição na Câmara Municipal “a Presidente da Câmara insiste nesta estratégia de avançar para despedimentos, mas há um conjunto de questões que evidenciam grandes fragilidades desta decisão”,

“A Presidente da Câmara invoca o recurso ao Fundo de Apoio Municipal (FAM) e uma alegada exigência deste fundo para despedimentos. Ora, isso é falso. Não se conhece qualquer exigência, qualquer documento ou posição oficial do FAM acerca deste assunto. Nem em reunião de Câmara ou em reunião de Assembleia Municipal foi apresentado qualquer documento para apreciação ou deliberação sobre a posição do FAM sobre a Câmara da Praia da Vitória”, refere Berto Messias em reação ao anúncio feito pela Presidente da Câmara no final da passada semana.

Segundo o Vereador e dirigente socialista, “é a própria auditoria que a Presidente da Câmara mandou fazer que recomenda um ajustamento de 1 milhão e 600 mil euros por dez anos. Ora, só este ano, a Presidente da Câmara já cortou 2 milhões e 700 mil euros nas transferências para a Cooperativa Praia Cultural. Então porque recorre ao FAM e, mesmo assim, avança para 65 a 80 despedimentos no universo municipal?!”

“Tantas vezes perguntámos em reunião de Câmara quantos despedimentos haverão, quais os critérios, quais os valores envolvidos, qual a nova orgânica que resultará destas reduções, quais os valores envolvidos no recurso ao FAM, quais as modalidades de apoio, e nunca obtivemos respostas claras, foi sempre tudo omitido”.

“O que é urgente e que, estranhamente, ainda não aconteceu, é uma reestruturação dos serviços municipais, tendo como linha vermelha intocável que não há qualquer despedimento, mas sim uma reorganização que potencie a capacidade logística das estruturas do Município para trabalhar a favor do futuro do Concelho, captando receitas externas, potenciando as infraestruturas municipais, facilitando o investimento privado e desenvolvendo projetos que envolvam e promovam a qualidade de vida das nossas instituições e famílias. Infelizmente, desde que tomou posse que a Presidente da Câmara está obcecada em cortar e reduzir, querendo destruir o trabalho feito no passado por revanchismo partidário, sem perceber que está a comprometer o futuro do Concelho”, refere Berto Messias.

Para o Vereador Socialista “ninguém escamoteia que a situação do Município é exigente, mas ao invés de se estar sempre a dizer que as estruturas são muito grandes e têm muitos funcionários, a prioridade devia ser o que se pretende para o futuro do Concelho e, com base nisso, como podemos potenciar ao máximo os recursos humanos e logísticos que temos”.

“Recorde-se que é a Cooperativa Praia Cultural que desenvolve a área cultural, educativa, social, desportiva ou turística do Município e que tantas mais valias nos pode trazer para o futuro. O caminho não pode ser este. Esta visão está a fazer-nos regredir e a perder oportunidades que nunca mais se repetirão, por falta de visão estratégica para o futuro”, refere Messias.  

PS/PV/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o Diretor de Programação da Rádio Ilhéu, sediada na Ilha de São Jorge. É também autor da rubrica 'Cronicas da Ilha e de Um Ilhéu' que é emitida em rádios locais, regionais e da diáspora desde 2015.