
Quem sofre com Perturbação do Espectro do Autismo continua a enfrentar, na Região, algumas dificuldades no acesso a consultas especializadas, terapias e apoio escolar adequado, agravadas devido à dispersão geográfica do arquipélago. Relatos de famílias Açorianas continuam a chegar aos deputados, que entregaram já um requerimento à Assembleia Legislativa Regional, questionando sobre as respostas públicas dadas às pessoas com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) e às suas famílias.
No requerimento, os deputados do CHEGA exigem respostas, sustentadas com dados e discriminadas por ilha, relativamente ao número total de pessoas com diagnóstico de PEA, o tempo médio de espera para diagnóstico, o rácio entre utentes e profissionais especializados disponíveis, as listas de espera para terapias e o investimento público realizado nos últimos cinco anos nesta área.
Os deputados do CHEGA Açores questionam ainda se o Governo Regional dispõe de uma estratégia ou plano regional específico para o autismo e que medidas concretas estão previstas para a presente legislatura — nomeadamente para reforçar o diagnóstico precoce, reduzir listas de espera e melhorar a inclusão de pessoas com PEA em todas as ilhas do arquipélago.
Para o líder parlamentar do CHEGA Açores, José Pacheco, “o autismo não pode continuar a ser uma realidade invisível nas políticas públicas dos Açores. Por detrás das estatísticas existem crianças que não foram diagnosticadas a tempo, jovens sem respostas para a vida adulta e famílias que carregam sozinhas um peso que deveria ser partilhado por toda a sociedade”.
O parlamentar acrescenta que a qualidade do Estado social não se mede pelos discursos, mas pelas respostas no terreno. “A dispersão geográfica do arquipélago não pode ser usada como desculpa para perpetuar desigualdades: tem de ser encarada como um desafio que exige soluções criativas, investimento real e vontade política”, reforça José Pacheco.
“Uma sociedade que se diz inclusiva tem de o provar na prática — garantindo que uma criança nascida no Corvo tem as mesmas oportunidades de diagnóstico precoce e acompanhamento especializado que uma criança nascida em Ponta Delgada. Enquanto essa igualdade não for real, o trabalho do CHEGA Açores nesta matéria não terá terminado”, conclui o parlamentar.
CHEGA/AÇORES/RÁDIOILHÉU






