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REGIÃO | José Manuel Bolieiro sublinha “importância de Abril” e da Constituição para a autonomia dos Açores

| Foto: MM
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O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, participou ontem na Sessão Solene Comemorativa do 52.º aniversário do 25 de Abril de 1974, realizada na Assembleia da República, em Lisboa.

A cerimónia voltou a assinalar uma das datas mais marcantes da história de Portugal, evocando o fim de décadas de ditadura e o início de um caminho sustentado na liberdade, na democracia e na participação dos cidadãos na vida pública.

As comemorações deste ano decorrem num contexto simbólico, ao coincidirem com os 50 anos da Constituição da República Portuguesa e da autonomia regional, dois marcos que resultam diretamente do processo democrático iniciado com a Revolução dos Cravos.

José Manuel Bolieiro tem sublinhado que o 25 de Abril “abriu um novo horizonte histórico”, ao restabelecer a liberdade e criar condições para que a autonomia dos Açores pudesse ser afirmada em democracia. Neste âmbito, destaca a Constituição de 1976 como “um momento fundador”, por reconhecer “com clareza e densidade” a autonomia político-administrativa do arquipélago.

Segundo o governante, esse enquadramento permitiu dotar a Região “de órgãos de governo próprio e de um espaço institucional legítimo” para afirmar as suas especificidades e defender os seus interesses.

Ao longo da sessão, foram recordados os principais momentos do percurso democrático nacional, bem como os desafios atuais, num apelo à preservação dos valores de Abril.

José Manuel Bolieiro tem igualmente defendido que o 25 de Abril representa “uma conquista democrática em Portugal e nos Açores”, cuja memória deve continuar a mobilizar a sociedade para a defesa da liberdade, da participação cívica e do aprofundamento da autonomia.

GRA/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o Diretor de Programação da Rádio Ilhéu, sediada na Ilha de São Jorge. É também autor da rubrica 'Cronicas da Ilha e de Um Ilhéu' que é emitida em rádios locais, regionais e da diáspora desde 2015.