ATUALIDADE | CDS/Açores celebra 50 anos de Autonomia e destaca o seu papel na construção da Região

O Deputado do CDS/Açores, Pedro Pinto, afirmou esta sexta-feira, na Sessão Solene Comemorativa dos 50 anos da inauguração da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, que “a Autonomia valeu a pena” por ter permitido aos açorianos construir um caminho próprio, com liberdade para decidir, corrigir erros e melhorar a sua qualidade de vida.
“Celebramos cinquenta anos do primeiro Parlamento dos Açores, cinquenta anos de um caminho de liberdade, tolerância e respeito pela vontade dos açorianos, que nos deve encher de orgulho”, afirmou Pedro Pinto, sublinhando que a Autonomia trouxe para a Região “a normalidade democrática, onde maioria e oposição, fiscalização e alternativa fazem parte da vida política”.
O Deputado destacou o papel do partido ao longo destes 50 anos, lembrando que o CDS esteve presente no primeiro Parlamento Regional, juntamente com PPD/PSD e PS, e que “a importância do CDS não se mediu apenas pelas propostas, mas também pela capacidade de decidir mudanças”.
Pedro Pinto recordou as duas alternâncias políticas em que o CDS teve um papel determinante, em 1996 e em 2020, esta última dando origem ao primeiro Governo de coligação dos Açores.
“É a herança de Abril: liberdade para escolher e substituir quem governa e para que ninguém trate o poder como propriedade sua”, afirmou.
O Deputado destacou ainda a capacidade do CDS para manter, ao longo dos anos, propostas que apresentou na oposição e que posteriormente concretizou quando chegou ao Governo. Deu como exemplos a fiscalização do RSI, a reformulação do COMPAMID, a gratuitidade das creches, o programa Novos Idosos, a redução de impostos, o reforço dos apoios aos estudantes e várias medidas na área da Saúde.
“Durante décadas, o CDS apresentou propostas. Algumas foram aprovadas, outras rejeitadas. Não desistimos delas e, quando chegámos ao Governo, não esquecemos aquilo que defendíamos”, afirmou.
Na Saúde, Pedro Pinto destacou particularmente o percurso do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, recordando que, em 2012, o CDS defendeu a reposição do Serviço de Cardiologia e dos cuidados intermédios, propostas então rejeitadas.
“Já com o CDS no Governo, entrou em funcionamento a Radioterapia em 2021, abriram este ano os Cuidados Intermédios Cardíacos e, há poucos dias, a Hemodinâmica”, salientou.
Para Pedro Pinto estes exemplos demonstram que “isto é Autonomia: adaptar decisões à nossa geografia e às nossas pessoas”.
Num arquipélago, acrescentou o Deputado, “redundância é segurança e resiliência”, sendo fundamental garantir respostas complementares entre ilhas.
Pedro Pinto defendeu, por isso, que os próximos 50 anos devem ser marcados por uma Autonomia capaz de responder aos desafios da demografia, do custo de vida, da qualificação, da Saúde, das alterações climáticas e da economia.
“Precisamos de criar oportunidades para ficar, regressar e viver melhor nos Açores”, afirmou o Deputado, concluindo que “a melhor homenagem ao passado é melhorar aquilo que recebemos e deixar às próximas gerações Açores mais livres, justos, solidários e resilientes”.
CDS/AÇORES/RÁDIOILHÉU






