
Mercados Internacionais
O dia de ontem ficou marcado pela publicação do emprego nos EUA. O relatório do NFP acabou por sair abaixo das estimativas dos analistas. A economia americana criou menos postos de trabalho face ao esperado (+49 mil contra +107 mil), acompanhada por uma revisão substancial em baixa dos dados relativos aos dois meses anteriores (-74 mil).
O relatório desencadeou uma correção na trajetória das taxas de juro implícitas no mercado para a Reserva Federal. Os investidores continuam a prever plenamente um aumento das taxas antes do final do ano, embora atribuam uma probabilidade cada vez menor a que tal medida ocorra em qualquer uma das próximas duas reuniões. Isto pesou naturalmente sobre o dólar, que enfraqueceu 0,5% face ao euro.
Os dados também proporcionaram um impulso temporário ao mercado acionista. Durante as últimas horas de negociação, assistimos a uma nova rotação de capitais e a uma onda de quedas de ações do setor tecnológico. Gigantes como a Intel e a Micron registaram perdas superiores a 5%, pesando sobre o Nasdaq 100 (-0,7%). Em contrapartida, o Dow Jones, de carácter mais defensivo, encerrou o dia com um ganho claro (+1,1%).
Principais eventos para esta sessão
Durante o horário de negociação asiático, a atenção centrou-se nos dados do PMI de junho na China.
O crescimento no setor dos serviços abrandou ligeiramente, mas manteve-se robusto (54,1). Um fator determinante foi o aumento das encomendas para exportação.
● O número de encomendas aumentou pelo oitavo mês consecutivo, levando a um novo aumento do emprego ao ritmo mais rápido desde julho de 2024.
● Os custos mais elevados com pessoal, matérias-primas e transportes impulsionaram os preços para cima, em consonância com os dados recentes da inflação do Índice de Preços ao Produtor (3,9%, o nível mais elevado em quase 4 anos).
XTB/RÁDIOILHÉU

