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ÚLTIMAS | Governo dos Açores lança aplicação móvel para visitação autónoma dos Centros Ambientais e Parques Naturais da Região

| Foto: SRAAC
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O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, apresentou na segunda-feira a Aplicação Móvel dos Parques Naturais dos Açores e o Projeto de Visitação Autónoma dos Centros Ambientais da Região, no âmbito de um evento realizado no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos – Centro de Ciência Viva, na ilha do Faial.

De acordo com Alonso Miguel, “trata-se de uma iniciativa que representa mais um passo firme na estratégia da Região para a preservação e valorização do património natural, para o reforço da educação ambiental e para a melhoria da experiência de todos aqueles que visitam os centros ambientais e áreas protegidas” dos Açores.

O Secretário Regional com a tutela do Ambiente recordou que é “fundamental desenvolver conhecimento e apostar na literacia ambiental, aspeto que constitui um dos eixos estratégicos da atuação governativa da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática”, destacando, neste contexto, a particular relevância da Rede de Centros Ambientais dos Açores “enquanto ferramenta estratégica de disseminação e interpretação do conhecimento produzido”.

“Distribuídos pelas nove ilhas do arquipélago, estes centros são muito mais do que espaços expositivos, são verdadeiras portas de entrada para a natureza açoriana. São também locais onde se promove, de forma muito concreta, a educação ambiental, com vista a informar, sensibilizar e educar quem nos visita, mas sobretudo as nossas comunidades, com especial destaque para o envolvimento das escolas, enquanto veículos essenciais para a criação de uma sociedade mais consciente e desperta para os desafios ambientais”, destacou.

“Os dados estatísticos demonstram bem a relevância crescente dos Centros de Interpretação Ambiental dos Açores, verificando-se um crescimento muito significativo e consolidado do número de visitantes nestes espaços”, disse ainda.

Alonso Miguel sublinhou que, em 2021, os centros receberam cerca de 229 mil visitantes, sendo que os dados mais recentes, relativos a 2025, apontam para mais de 422 mil visitantes, reforçando que “em apenas quatro anos, se verificou, praticamente, uma duplicação da procura por estes espaços”.

“Trata-se de um crescimento muito expressivo, que demonstra bem o interesse crescente pelo património natural dos Açores, mas também o papel fundamental que os centros ambientais desempenham enquanto espaços de interpretação, de sensibilização e de educação ambiental”, frisou.

O governante esclareceu que “a Região tem vindo a investir de forma consistente na modernização destes espaços e na melhoria das ferramentas que permitem interpretar e comunicar o património natural”.

E anunciou: “Foi nesse contexto que surgiu o Projeto de Visitação Autónoma dos Centros Ambientais dos Açores, cuja principal ferramenta é a Aplicação Móvel dos Parques Naturais dos Açores, concebida com o objetivo de permitir que qualquer visitante possa explorar os centros ambientais de forma autónoma, informada e acessível”.

O governante esclareceu que, “através da aplicação, os visitantes passam a ter acesso a audioguias e conteúdos em vídeo que explicam os diferentes elementos expositivos e ajudam a interpretar os conteúdos presentes em cada centro ambiental, permitindo uma visita organizada através de estações interpretativas correspondentes a diferentes pontos de interesse, associados a painéis, vitrinas, objetos expositivos ou elementos naturais”.

Segundo o Secretário Regional, “em alguns centros, estas estações estendem-se também aos espaços exteriores, como é o caso” do “magnífico Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, permitindo uma interpretação integrada da paisagem envolvente e dos valores naturais que caracterizam cada território”.

“Desta forma, o visitante pode percorrer o espaço ao seu próprio ritmo, aprofundando o conhecimento sobre cada tema e explorando os conteúdos de forma mais dinâmica e envolvente”, afirmou.

Alonso Miguel destacou ainda que “a aplicação foi desenvolvida para garantir que todos os visitantes possam usufruir da experiência, independentemente das suas condições físicas, sensoriais ou linguísticas”.

O governante sublinhou que “a aplicação disponibiliza conteúdos em português e inglês, permitindo responder ao público nacional e estrangeiro, sendo que, para pessoas com incapacidade visual, foram preparados conteúdos áudio com descrições detalhadas dos espaços e dos objetos expositivos”, acrescentando que “para pessoas surdas ou com baixa audição, estão disponíveis conteúdos em vídeo com interpretação em língua gestual”.

“A própria aplicação integra ainda sistemas de acessibilidade, como o VoiceOver, nos dispositivos Apple, e o TalkBack, nos dispositivos Android, facilitando a navegação por parte de utilizadores com limitações visuais”, frisou.

Alonso Miguel revelou ainda outro aspeto relevante: “O facto de a aplicação poder funcionar online ou offline, o que significa que os visitantes podem descarregar previamente os conteúdos e utilizá-los durante a visita, mesmo em locais onde a cobertura de internet seja limitada ou inexistente, situação que ocorre com frequência em áreas naturais”.

E acrescentou: “Para além do apoio direto à visitação dos centros ambientais, esta aplicação inclui também informação sobre toda a Rede Regional de Áreas Protegidas dos Açores, permitindo que os visitantes passem a dispor de uma plataforma integrada onde podem conhecer melhor os parques naturais das diferentes ilhas, identificar pontos de interesse e descobrir novas áreas para visitar”.

Alonso Miguel terminou destacando que “se trata de um salto qualitativo importante, que vem aproximar ainda mais as pessoas da natureza e tornar a experiência de visitação mais acessível, mais inclusiva, mais interativa e mais adaptada às expectativas de quem nos visita. No fundo, vem reforçar a posição dos Açores como um território que aposta claramente na sustentabilidade, na educação ambiental e na valorização do seu património natural”.

GRA/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o Diretor de Programação da Rádio Ilhéu, sediada na Ilha de São Jorge. É também autor da rubrica 'Cronicas da Ilha e de Um Ilhéu' que é emitida em rádios locais, regionais e da diáspora desde 2015.