
O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, destacou hoje, na inauguração do Pingo Doce em Angra do Heroísmo, o papel do investimento privado na criação de emprego, na diversificação da economia e na valorização dos produtos regionais, apontando também os apoios dirigidos às empresas através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O líder do executivo açoriano sinalizou que a chegada desta nova superfície comercial à ilha Terceira representa não apenas uma aposta empresarial, mas também a concretização de uma expectativa da população.
“Esta é uma conjugação de vontades”, afirmou, referindo-se à ligação entre a iniciativa e o risco assumido pelo empreendedor e a procura por parte dos consumidores.
O governante deixou ainda uma palavra aos trabalhadores da nova superfície, manifestando “confiança na capacidade das equipas para contribuírem para o sucesso do investimento”.
José Manuel Bolieiro defendeu que as políticas públicas devem criar condições para o “crescimento da economia”, mas considerou essencial a iniciativa dos privados, através de investimentos capazes de gerar atividade económica, emprego e riqueza.
Nesse contexto, realçou a presença do Grupo Finançor em diferentes áreas de negócio e ao longo da cadeia de valor, desde a produção à transformação, embalamento, comercialização e distribuição.
“O Grupo Finançor representa uma mais-valia na economia dos Açores”, salientou.
O Presidente do Governo dos Açores defendeu que esta presença em diferentes setores contribui para uma economia regional mais diversificada, sustentável e menos dependente, considerando que a prosperidade criada pelas empresas acaba por ter reflexos no conjunto da sociedade açoriana.
A valorização dos produtos regionais foi outro dos pontos destacados por José Manuel Bolieiro, que defendeu uma presença crescente de produtos provenientes de todas as ilhas nas superfícies comerciais dos Açores.
O Presidente do Governo dos Açores apontou a Marca Açores como um instrumento para ultrapassar barreiras associadas à ilha de origem de cada produto e reforçar uma identidade económica comum do arquipélago.
Segundo José Manuel Bolieiro, a aposta deve passar pela “qualidade da produção” regional e pela “capacidade de acrescentar valor” através da transformação e comercialização, dando aos produtos açorianos maior projeção dentro e fora da Região.
Atualmente, mais de 300 empresas e promotores integram o universo Marca Açores e, segundo os dados avançados pelo Presidente do Governo, até 15 de setembro tinham sido atribuídos 8.945 selos.
“O nosso objetivo é simples: conjugar excelência com identidade”, afirmou, defendendo produtos açorianos mais competitivos, reconhecidos e presentes no mercado.
José Manuel Bolieiro aproveitou também a inauguração para destacar a componente empresarial do Plano de Recuperação e Resiliência, defendendo que o programa deve ser analisado para além dos investimentos públicos em infraestruturas e obras.
“O PRR não pode ser visto apenas como um programa de despesa pública ou de execução de obras”, sublinhou.
Segundo os números apresentados pelo governante, foram mobilizados 150,3 milhões de euros na área das empresas e competitividade, com uma parte dos investimentos direcionada para aumentar a capacidade das empresas açorianas para crescer, inovar e competir.
No âmbito da Capacitação Digital e Transformação das Empresas foram apoiadas 1.101 empresas. Outras 63 receberam apoio através de instrumentos de capital participativo e 50 através do Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade.
José Manuel Bolieiro recordou ainda a mobilização de instrumentos de capital de risco e o reforço de infraestruturas ligadas ao ecossistema regional de inovação, apontando como exemplos o TERINOV, na ilha Terceira, e o NONAGON, em São Miguel.
O Presidente do Governo dos Açores referiu igualmente que as intenções de investimento apresentadas por empreendedores no âmbito dos instrumentos financiados e geridos pela Região já superam os mil milhões de euros, indicador que associou à confiança dos empresários na economia açoriana.
O líder do executivo açoriano sustentou essa leitura com outros indicadores económicos, referindo que o indicador de atividade económica mantém “uma evolução positiva há 61 meses consecutivos”.
Também os rendimentos têm registado uma evolução positiva, segundo os dados apresentados. A remuneração bruta total média mensal por trabalhador nos Açores passou de 1.306 euros, em junho de 2020, para 1.809 euros em junho de 2026, uma diferença superior a 500 euros e correspondente a um aumento próximo dos 39%.
No mercado de trabalho, o governante destacou uma taxa de desemprego de 5%, abaixo da registada no conjunto do país, e os níveis do desemprego registado.
Em agosto estavam inscritos nos serviços públicos de emprego dos Açores 3.690 desempregados, número que, segundo os dados apresentados, não era tão baixo desde outubro de 2008, quando estavam registadas 3.626 pessoas.
Apesar destes indicadores, José Manuel Bolieiro reconheceu que as famílias continuam confrontadas com o aumento do custo de vida e apontou fatores externos, nomeadamente a guerra, a conjuntura internacional e o peso dos preços da energia e dos combustíveis nos custos de produção.
O Presidente do Governo dos Açores garantiu que o executivo está atento a estes desafios e defendeu respostas através de políticas públicas financeiramente sustentáveis, sem deixar de promover investimento, emprego, aumento dos rendimentos e competitividade das empresas.
Na inauguração estiveram também presentes o Presidente do Conselho de Administração do Grupo FINANÇOR, José Manuel Almeida Braz, o Presidente Executivo do Grupo FINANÇOR, Romão Braz, o Presidente do Conselho de Administração da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, o Vice-Presidente do Governo dos Açores, Artur Lima, o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Guido Teles, a Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Vânia Ferreira, e o Bispo de Angra, D. Armando Esteves Domingues, além de responsáveis e colaboradores das entidades envolvidas.
GRA/RÁDIOILHÉU






