LOCAL | Chega considera que direitos à vaca aleitante apenas para São Jorge é medida sectarista

O deputado Francisco Lima considerou hoje que a “urgente atribuição de direitos individuais de prémio à vaca aleitante apenas às explorações de São Jorge”, conforme proposta dos partidos da coligação é uma medida discricionária e discriminatória para com as restantes ilhas. Mesmo a reconversão de algumas explorações, se for feita de forma precipitada, poderá pôr em causa o queijo de São Jorge. De acordo com o deputado, tem de haver um estudo sério sobre quais são as verdadeiras necessidades de matéria-prima para a indústria e os cortes na produção não podem ser feitos sem a devida ponderação.
O parlamentar ressalvou que a medida – tal como está redigida – não será exequível, já que é feita no seio de uma crise pontual e não de problemas estruturais do sector leiteiro em São Jorge. Francisco Lima adiantou ainda que as restantes ilhas também se debatem com o mesmo problema e não faz sentido medidas feitas apenas para uma ilha em particular.
Francisco Lima lembrou que, em 2025, São Jorge foi a segunda ilha mais beneficiada com a atribuição de direitos à vaca aleitante, dando agora este diploma da coligação “especial consideração” a critérios sócio-económicos e territoriais, para a atribuição dos direitos.
“Explorações pequenas, com problemas socio-económicas, existem também noutras ilhas. Os problemas do queijo de São Jorge podem ser apenas uma questão circunstancial”, não havendo dados concretos sobre a quantidade de leite que é necessário reduzir, quantos animais precisam de ser reduzidos, ou mesmo se há stock em excesso e qual a quantidade desse stock.
Francisco Lima indica que “esta é uma medida que, embora bem-intencionada, tem uma componente sectária que não podemos aceitar. Se fosse para a reconversão, teria de ser para todas as ilhas dos Açores, e com critérios bem definidos”.
CHEGA/AÇORES/RÁDIOILHÉU






