AÇORES | Bloco alerta para sinais preocupantes na Educação e diz que governo não põe em prática as próprias estratégias que aprova

Os mais recentes dados sobre Educação mostram que os Açores se estão a afastar da média nacional em indicadores importantes como o abandono escolar precoce, a taxa de frequência do ensino secundário, entrada no ensino superior e taxa de frequência do pré-escolar. António Lima acusa o Governo de aprovar estratégias que depois não põe em prática.
Em declarações após reunião com a Comissão de Educação e Formação do Conselho Eeconómico e Social dos Açores, António Lima lembrou que a Estratégia para a Década, que vai até 2030, só foi aprovada em 2024, “mas em 2026 ainda não se conhece o plano para combater o abandono escolar precoce”.
O número de jovens, nos Açores, que não estudam nem trabalham é muito preocupante. Para o Bloco, a solução passa por assegurar um acompanhamento individualizado a cada jovem.
“Numa região com a dimensão dos Açores temos de ter a capacidade de acompanhar individualmente estes jovens”, afirmou o deputado.
Mas António Lima salienta que “os problemas começam muito antes” e para evitar que esta situação se mantenha é preciso começar já a trabalhar na base, desde o pré-escolar até ao secundário.
António Lima lamentou também que, recentemente, a secretária regional da Juventude tenha optado por apresentar dados do abandono escolar precoce referentes a 2024, quando já havia dados de 2025, que eram piores e acusou o governo de “trabalhar mais para a propaganda em vez de olhar para os números reais”
Os dados mais recentes mostram que, na frequência do ensino secundário os Açores estão 17 pontos percentuais atrás da média nacional e que a redução da entrada de alunos dos Açores no Ensino Superior caiu 14% em 2025, quando a nível nacional a redução foi de 12%.
“O governo aprova estratégias, mas tem que as pôr em prática, avaliar os seus resultados e discuti-los também com o parlamento”, concluiu o deputado António Lima.
O Bloco defende também que é preciso uma economia que que pague melhores salários e com menos precariedade, para motivar os jovens a apostar na sua formação.
BE/AÇORES/RÁDIOILHÉU






