LOCAL | “Atribuição de novos direitos à vaca aleitante em São Jorge deve ser uma solução criteriosa, que não crie novos problemas no futuro no setor”

O Grupo Parlamentar do PS/Açores defendeu na Assembleia Legislativa que a atribuição urgente de direitos individuais do prémio à vaca aleitante na ilha de São Jorge deve constituir uma solução que não crie novos problemas no futuro no setor e respeitar alguns critérios.
Para Isabel Teixeira, deputada eleita por São Jorge, esta é uma “matéria que toca diretamente a ilha de São Jorge, a sua economia, as suas famílias e o futuro da nossa agricultura.”
A parlamentar, que intervinha na Horta, reconheceu que “existem produtores que enfrentam dificuldades objetivas na continuidade da atividade leiteira e para quem a produção de carne pode constituir uma alternativa adequada. Falamos de produtores de idade mais avançada, de explorações de pequena dimensão, de situações de falta de mão-de-obra ou de sucessão geracional e de produtores para quem as exigências da produção leiteira se tornaram difíceis de assegurar.”
A deputada alertou, por sua vez, que existem duas realidades diferentes e que não devem ser confundidas: “por um lado, temos explorações que sempre se dedicaram à produção de carne e que não conseguiram aceder aos direitos à vaca aleitante; por outro, temos produtores de leite para quem a reconversão para a produção de carne poderá constituir uma alternativa.”
Neste sentido, para a deputada jorgense é importante perceber quem pretende reconverter, em que condições e com que impacto, devendo existir uma reconversão efetiva e voluntária da exploração.
“Os critérios identificados ao longo das audições são relevantes: a dimensão e localização das explorações, a idade e o estado de saúde dos produtores, a distância às cooperativas, as dificuldades de sucessão e a prioridade a produtores que nunca beneficiaram destes direitos,” referiu.
Para a deputada, “os recursos públicos devem chegar prioritariamente a quem efetivamente deles necessita, criando-se condições para que ambas as fileiras da carne e do leite tenham futuro.”
Isabel Teixeira finalizou afirmando que “estamos perante agricultores e famílias que precisam de respostas, é preciso proteger o rendimento dos agricultores, dar respostas a quem precisa de reconverter a sua atividade e, ao mesmo tempo, não fragilizar aqueles que continuam a acreditar e a investir na produção leiteira.”
GPPS/AÇORES/RÁDIOILHÉU






