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TERCEIRA | Chega. Empresários ficam reféns dos transportes para escoar produtos

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Numa visita à empresa Francisco Borges, na Praia da Vitória, os deputados do CHEGA Açores ouviram do empresário a principal dificuldade que sente quando quer enviar os seus produtos hortícolas e frutícolas para outros mercados: os transportes aéreos e marítimos não são fiáveis e não oferecem condições para que o produto chegue com qualidade a outras ilhas.

A empresa de Francisco Borges, que actua na área da produção, comercialização e que fez uma recente aposta na quarta gama [acondicionados em embalagem própria] de produtos hortícolas e frutícolas, comercializa os seus próprios produtos, abastece o mercado Terceirense e tem-se aventurado na expansão para outras ilhas. No entanto, é sempre realmente uma “aventura” quando depende de terceiros para conseguir entregar o seu produto, com frescura e qualidade, noutras ilhas.

Este foi o principal desafio que transmitiu aos deputados do CHEGA Açores, e à deputada do CHEGA eleita à Assembleia da República, Ana Martins, explicando, por exemplo, que o produto perde qualidade quando tem de seguir por via marítima, mas os navios de cabotagem não têm contentor de frio eficiente para garantir a qualidade do produto.

“Os empresários estão reféns dos transportes marítimos e aéreos. Não têm previsibilidade, não são fiáveis, fazem mil e uma exigências, mas não garantem o serviço convenientemente”, afirma o deputado Francisco Lima, no segundo dia de Jornadas Parlamentares do CHEGA Açores, na ilha Terceira.

“Esta é uma empresa sustentável, com um bom quadro de pessoal, que dinamiza a economia do concelho da Praia da Vitória, e da ilha Terceira, mas que tem sempre condicionalismos que não dependem de si para entregar um produto de qualidade”, concluiu o parlamentar.

CHEGA/AÇORES/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o Diretor de Programação da Rádio Ilhéu, sediada na Ilha de São Jorge. É também autor da rubrica 'Cronicas da Ilha e de Um Ilhéu' que é emitida em rádios locais, regionais e da diáspora desde 2015.