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SÃO JORGE | “Jorgenses não podem continuar a ser prejudicados pela incapacidade do Governo Regional para resolver o problema com Atlânticoline”

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A deputada Isabel Teixeira denuncia “os graves constrangimentos que estão a sofrer os Jorgenses, principalmente os utentes que precisam de se deslocar ao Faial por motivos de saúde, e os estudantes e profissionais que só podem regressar a São Jorge uma vez por semana, por causa do diferendo laboral na Atlânticoline”. A deputada eleita pelo Partido Socialista em São Jorge, reconhecendo “o legítimo direito à greve por parte dos trabalhadores”, exorta o Governo Regional a intervir para salvaguardar as necessidades dos Jorgenses.

Através de requerimento entregue na Assembleia Legislativa dos Açores, a parlamentar questiona o executivo sobre “o ponto de situação das negociações entre os representantes dos trabalhadores e a empresa” e sobre “que acompanhamento tem sido prestado aos utentes de São Jorge que precisam de se deslocar ao Hospital na ilha do Faial, sem que tenham assegurado o regresso a casa”. 

Aliás, acrescenta, “a situação dos jorgenses que estudam ou trabalham no Pico ou no Faial também está cada vez mais insustentável, tendo em conta que só conseguem estar junto das suas famílias durante 24 horas, ao fim de semana uma vez que as ligações assumidas nos serviços mínimos só asseguram uma viagem por dia.

Isabel Teixeira realça que “a Atlânticoline presta um serviço essencial no transporte marítimo, em especial nas ligações entre São Jorge, Faial e Pico, com um número muito significativo de passageiros que se deslocam entre as duas ilhas por questões de saúde, mas também profissionais, económicas, afetivas e turísticas”.

Face ao arrastar do diferendo, “com as consequências económicas e sociais quer ao nível do transporte de pessoas, quer ao nível do transporte de mercadorias”, a parlamentar alerta para “a insustentabilidade da situação que não tem, para já, data prevista para terminar”.

Para Isabel Teixeira, “apesar da intervenção que o Governo Regional já teve nesta questão, e que não serviu para acabar com o conflito laboral, é preciso que se continue a tentar encontrar uma solução que proteja e defenda a população que está a ser seriamente afetada”.

GPPS/AÇORES/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o editor da Rádio Ilhéu.