
Através de requerimento, o CHEGA questionou o Governo Regional quanto à estratégia para o futuro do turismo dos Açores, numa altura em que surgem sinais de abrandamento em alguns indicadores e que empresários do sector começam a sentir dificuldades no retorno dos investimentos realizados.
No documento, os parlamentares do CHEGA questionam qual o investimento que está a ser feito em cada mercado emissor, quais os critérios utilizados para seleccionar esses mercados e que mecanismos existem para medir o retorno de campanhas e acções de promoção.
Neste contexto, é também questionado o papel concreto da Visit Azores na estratégia turística regional, bem como os objectivos definidos para aquela entidade e os resultados que foram realmente alcançados. Referindo-se a atrasos na transferência de verbas contratualizadas com a Visit Azores, os parlamentares querem saber se tiveram consequências na promoção do destino Açores e se alguma campanha ou acção promocional foi adiada, reduzida ou cancelada.
O CHEGA entende que não é possível discutir uma estratégia turística sem discutir acessibilidades aéreas. Nesse sentido, o requerimento questiona também sobre o impacto dos preços das passagens aéreas na procura turística, as medidas previstas para melhorar a competitividade do destino e a estratégia para captar ou consolidar novas rotas e mercados internacionais, sobretudo durante a época baixa.
“Não podemos continuar a confundir turismo com número de dormidas. O que interessa é saber quanto é que cada visitante deixa na Região, quanto fica nas empresas e nas famílias Açorianas e qual é o verdadeiro valor acrescentado que o turismo está a gerar”, afirma o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco.
“Se estamos a gastar milhões de euros de dinheiro público para promover os Açores, temos de saber o que estamos a comprar com esse dinheiro. Não basta aparecer em feiras, distribuir panfletos ou fazer campanhas. É preciso perceber se esse investimento está efectivamente a trazer turistas, sobretudo turistas que ficam mais tempo e deixam mais riqueza na Região”, sublinha José Pacheco.
Para o líder parlamentar do CHEGA, “podemos fazer a melhor campanha do mundo, mas se o turista não conseguir chegar aos Açores a um preço competitivo, essa promoção vale pouco. Precisamos de aviões, precisamos de rotas e precisamos de preços que permitam aos Açores competir com outros destinos”, concluiu.
CHEGA/AÇORES/RÁDIOILHÉU






