
O CHEGA aprovou uma proposta dos partidos da coligação – que foi aprovada por unanimidade – que pretende criar mecanismos para que seja obrigatório o uso de sal iodado nos serviços e entidades públicas da Administração Pública Regional.
A deputada Hélia Cardoso explicou que a carência de iodo, com bastante prevalência na população Açoriana, está associada a dificuldades no desenvolvimento cerebral, elogiando esta medida agora aprovada. No entanto, ressalvou que o consumo de sal em excesso pode provocar outros problemas de saúde a longo prazo, daí que destaque que os serviços da Administração Pública directa e indirecta têm nutricionistas nos seus quadros para assegurar que as quantidades de sal são as adequadas.
A parlamentar destacou que, em sede de comissão, foi indicado que a Madeira teria já estendido a obrigatoriedade do uso de sal iodado no fabrico de pão e de queijo. Hélia Cardoso deixou um desafio ao Governo dos Açores para que, por exemplo, a Secretaria da Agricultura avaliasse junto das fábricas de rações da Região se seria adequado introduzir o sal iodado nas rações que passariam depois para os animais, passando depois para o leite e queijo, ajudando a ultrapassar a carência de iodo.
O CHEGA rejeitou, contudo, as propostas de alteração que foram apresentadas ao diploma e que iriam representar um aumento de custos para a implementação da medida.
“Esta questão resolve-se com os cuidados primários, com o médico de família, e não com apoios à compra de sal. Somos a favor de irmos pela educação e literacia da população. Leva tempo, mas é a forma mais eficaz”, concluiu.
CHEGA/AÇORES/RÁDIOILHÉU






