AÇORES | “As IPSS precisam de financiamento adequado para apoiar quem precisa”, afirma Francisco César

O Presidente do PS/Açores, Francisco César, defendeu hoje, na Lagoa, um “novo compromisso” com o setor social, assente em previsibilidade, financiamento justo e capacidade de resposta às famílias.
À margem de uma visita ao novo CACI e Lar Residencial da Santa Casa da Misericórdia de Santo António da Lagoa, Francisco César destacou que a infraestrutura, com capacidade para cerca de 48 utentes, está concluída, mas continua sem abrir por falta de acordo de cooperação e de contratação dos profissionais necessários.
“Temos uma infraestrutura pronta, que custou cerca de sete milhões de euros, com material no local, mas ainda por desempacotar. Falta assinar o acordo de cooperação valor cliente que permitirá contratar os profissionais necessários.
Para o líder socialista, “quem perde não é a instituição”, mas sim “os 48 utentes que aguardam por uma resposta que merecem”.
Francisco César defendeu que cada obra social financiada com dinheiros públicos deve ter, desde o início, “um calendário de abertura, os acordos preparados, os profissionais previstos e os recursos garantidos”.
“O investimento social só cumpre o seu objetivo quando abre portas e responde às famílias”, sublinhou.
O Presidente do PS/Açores alertou ainda para as dificuldades financeiras das IPSS, defendendo que as instituições “não podem continuar a servir de banco ao Governo Regional”.
Segundo Francisco César, há respostas sociais cujo custo real é superior ao valor transferido pelo Governo, dando como exemplo os lares residenciais para idosos, onde o apoio ronda os 1.580 euros por utente, quando o custo real se situa nos 1.800 euros e, em algumas ilhas, chega aos 2.200 euros.
“O que faríamos era simples: dar previsibilidade às IPSS desde o início do ano, garantir que nenhuma resposta social é contratada abaixo do seu custo real e criar acordos plurianuais que permitam às instituições planear, contratar e prestar serviços com estabilidade”, afirmou.
Francisco César defendeu também um mecanismo transitório de apoio de tesouraria para instituições em maior dificuldade, de forma a garantir o pagamento atempado de salários, subsídios de férias e subsídios de Natal.
“Quem cuida dos nossos idosos, das nossas crianças e das pessoas com deficiência merece respeito, estabilidade e segurança”, declarou.
O líder socialista voltou ainda a defender a separação das áreas da Saúde e da Solidariedade Social na orgânica do Governo Regional, considerando que “concentrar tudo na mesma tutela é um erro de base”.
“A boa política social não se mede apenas por inaugurações. Mede-se pela capacidade de transformar investimento em respostas concretas para quem precisa”, concluiu.
PS/AÇORES/RÁDIOILHÉU






