
Mercados Internacionais
Após uma sessão de sexta-feira marcada pela incerteza, os futuros dos índices norte-americanos retomam as subidas, aproximando-se de máximos históricos:
· Os futuros do Nasdaq são os que mais valorizam (US100: +0,3%).
· Os futuros do S&P 500 (US500: +0,15%) e do Russell 2000 (US2000: +0,05%) também registam subidas.
· As quedas nos futuros do DJIA (US30: -0,05%) sugerem uma continuação da migração de capitais para as ações do setor tecnológico.
A Ásia está a registar uma recuperação impulsionada pela diminuição das expectativas quanto a subidas das taxas de juro nos EUA, na sequência dos dados fracos sobre o consumo divulgados na sexta-feira (uma queda nas vendas a retalho e nos índices de confiança):
· As subidas foram lideradas por Hong Kong (HK.cash: +1,1%) e pela China (CHN.cash: +1,15%).
· Os futuros do Nikkei 225 (JP225) valorizaram 0,3%, apesar dos dados significativamente mais fracos relativos ao PIB japonês.
A Austrália mantém-se estável, enquanto a Coreia do Sul se encontra encerrada por feriado.
O setor dos semicondutores liderou as subidas no Japão e na China (incluindo a Kioxia +7,6%, a SMIC +7,1% e a Cambricon +5%). A Alibaba registou uma subida de 1,5% na sequência de notícias sobre a venda planeada do estúdio de jogos Lingxi Games (avaliado em mais de 1,5 mil milhões de dólares).
Na Austrália, algumas empresas registaram quedas acentuadas após a divulgação dos resultados: a retalhista JB Hi-Fi e o banco NAB (com uma queda superior a 3,5% na sequência de alertas para uma recessão no mercado hipotecário).
Calendário económico
A semana começa com relativa calma em Wall Street. Não há divulgações de dados macroeconómicos importantes no calendário, nem relatórios de resultados das principais empresas.
No entanto, o mercado continua a ser influenciado pela série de dados norte-americanos divulgados na sexta-feira, que mais uma vez reduziram as expectativas quanto aos aumentos das taxas de juro da Reserva Federal dos EUA. Embora os investidores tenham reagido com incerteza no final da semana passada à queda nas vendas a retalho e à fraqueza emergente do consumidor norte-americano, a euforia observada na Ásia sugere um regresso do mercado em alta.
XTB/RÁDIOILHÉU

