
O Deputado do PSD/Açores na Assembleia da República, Paulo Moniz, questionou o Ministro da Defesa Nacional sobre a proteção e defesa dos cabos submarinos que asseguram as comunicações dos Açores e da Madeira ao exterior.
Numa audição na Comissão de Defesa Nacional, o parlamentar social-democrata classificou estas infraestruturas como “absolutamente vitais” para a economia, a segurança e o funcionamento das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
Paulo Moniz alertou igualmente para a crescente relevância estratégica dos cabos submarinos num contexto internacional, marcado pelo aumento das ameaças híbridas e pela intensificação da atividade de navios estrangeiros junto de infraestruturas críticas.
A preocupação do deputado do PSD advém do facto da Marinha Portuguesa ter confirmado que, nos últimos meses, procedeu a um acompanhamento reforçado de embarcações russas nas proximidades destas rotas submarinas.
Paulo Moniz realçou ainda a presença do navio “Sparta 4” na Zona Económica Exclusiva Portuguesa, sublinhando que a própria Armada Portuguesa já admitiu publicamente “a existência de atividades de espionagem dirigidas a infraestruturas críticas submarinas”.
Face a este enquadramento, Paulo Moniz solicitou ao Governo informações sobre a avaliação de risco atualmente realizada pelo Ministério da Defesa “relativamente à possibilidade de sabotagem, interferência ou ataque aos cabos submarinos”.
Nessa sequência, o parlamentar social-democrata questionou o ministro Nuno Melo acerca “dos meios navais e aéreos atualmente empenhados na vigilância e monitorização destas infraestruturas estratégicas”.
A segunda questão do deputado açoriano prendeu-se com “o reforço das capacidades de vigilância marítima nacional, nomeadamente através da futura entrada em operação do navio multifunções D. João II, conhecido como porta-drones”, solicitando qual o calendário previsto para a sua utilização e de que forma as suas capacidades tecnológicas poderão contribuir para a proteção das infraestruturas submarinas críticas”.
“É crucial que este reforço de capacidades tenha expressão prática na vigilância do Atlântico e na proteção destas infraestruturas críticas, assegurando às populações dos Açores e da Madeira uma maior confiança na segurança das suas comunicações e ligações ao exterior”, concluiu.
PSD/AÇORES/RÁDIOILHÉU






