
O CHEGA promoveu um debate de urgência sobre o PRR, não para se vangloriar que iria haver falhas quando terminasse o prazo de execução em Agosto de 2026, mas sim para fiscalizar o que está a ser feito na Região.
No debate de urgência promovido pelo CHEGA acerca do PRR, o líder parlamentar José Pacheco reforçou que o objectivo “é que o PRR seja executado na Região, aqui ninguém quer que o Governo falhe, antes pelo contrário. No entanto, temos dúvidas que seja executado a 100%”. Apesar de reconhecer alguns casos de sucesso, usando verbas do PRR, como a aplicação My Saúde, José Pacheco entende que nos projectos destinados à habitação, “vão derrapar os prazos”.
O objectivo do CHEGA é fiscalizar, levantar as questões, e não que o Governo falhe, “como alguns que usam a técnica de quanto pior, melhor”.
Também o deputado Francisco Lima reforçou que o CHEGA não está com espírito destrutivo, no entanto, o debate de urgência impôs-se, a poucos dias de acabar o prazo de execução, para que fosse feito um balanço.
“Muitas coisas correram mal, a burocracia foi enorme, as autarquias estiveram meses sem dar resposta a processos, falando com um empreiteiro de uma das obras em atraso, esteve um mês à espera que lhe dissessem a cor da tinta com que tinha de pintar as casas que estava a fazer”, referiu Francisco Lima.
Como elemento fiscalizador, o CHEGA entendeu fazer esta reflexão ao PRR, até para se verificar se houve efectivamente uma alavancagem da economia da Região, com a aplicação destas verbas. “Não posso ser indiferente ao ver a falta de planeamento, a falta de mão-de-obra e pessoas nos cafés, não conseguimos fazer uma mudança estrutural na economia. E é pena”, explicou Francisco Lima que referiu que o CHEGA está expectante quanto à aplicação das verbas do PRR.
Encerrando o debate, Francisco Lima referiu que o CHEGA ficou no centro da discussão, quando uns partidos foram demasiados optimistas e outros demasiado pessimistas.
“Foi um contributo positivo. Foi oportuno, fizemos determinados alertas. Penso que o Governo vai ter um verão difícil, vai ter de visitar muitas obras, fazer muitos telefonemas a empreiteiros” e deixou o alerta, esperando que “se faça um balanço extraordinário de execução e que não seja preciso devolver dinheiro. Há vários projectos PRR que não andam para a frente por negligência, excesso de zelo e perseguição a algumas empresas. Dito isto, esperamos que corra pelo melhor”, concluiu.
CHEGA/AÇORES/RÁDIOILHÉU






