REGIÃO | António Ventura destaca identificação de “ecotipo” de abelha como nova marca de diferenciação dos Açores

O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, congratula-se com a identificação de um “ecotipo” específico de abelha no arquipélago, com uma presença particularmente significativa na ilha de Santa Maria.
A conclusão resulta de um estudo genético desenvolvido pelo Centro de Biotecnologia dos Açores (CBA), no âmbito de uma parceria direta com o executivo açoriano e a Federação Agrícola dos Açores.
Presente na sessão de apresentação dos resultados do projeto, que decorreu na Associação Agrícola de São Miguel, o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação valorizou a importância estratégica deste dado científico para o setor agroalimentar.
Para António Ventura, a identificação deste ecotipo representa “mais uma diferenciação animal a juntar às seis raças autóctones identificadas para outras espécies no arquipélago”, reforçando o valor único do património genético e da biodiversidade regional.
Face a esta descoberta, o governante sublinhou a necessidade premente de conservar a abelha “Apis Mellífera” nos Açores e garantiu a total abertura da tutela para o trabalho futuro.
António Ventura expressou a disponibilidade imediata do Governo Regional para, em conjunto com a Federação Agrícola dos Açores e as diversas associações do setor apícola, debater e definir os próximos objetivos a seguir na valorização da espécie e da produção local.
O estudo agora apresentado teve como objetivo original determinar, com recurso a análises genéticas avançadas, a possível existência de uma linhagem endémica de abelhas nos Açores.
Embora a investigação não tenha confirmado a existência de uma raça autóctone isolada, a validação deste “ecotipo” abre portas a novas oportunidades económicas e de conservação.
Durante a apresentação técnica, o Professor Artur Machado, investigador do CBA, vincou a importância destas conclusões para o desenho de um futuro programa de melhoramento genético.
O especialista aconselhou a definição de metas claras que potenciem a produção de mel em benefício dos apicultores.
Paralelamente, realçou a importância de avançar com a classificação do Mel de Incenso com Denominação de Origem (DO) e de estabelecer um sistema fiável de controlo de qualidade e autenticidade – uma exigência técnica para a qual o Centro de Biotecnologia dos Açores já garantiu estar plenamente capacitado a dar resposta.
GRA/RÁDIOILHÉU






