
Mercados Internacionais
Os futuros dos principais índices de Wall Street aguardam com expectativa o início da cimeira entre Donald Trump e Xi Jinping, na China. O Dow Jones (US30) e o S&P 500 (US500) mantêm-se relativamente estáveis, enquanto o Russell 2000 (US2000) avança cerca de 0,05%. Já o Nasdaq 100 (US100), com forte peso do setor tecnológico, sobe aproximadamente 0,3%.
Donald Trump chegou a Pequim para uma cimeira com Xi Jinping. Entre os principais temas em discussão estão o comércio, a remoção de tarifas mútuas e o papel da China no conflito do Médio Oriente. Trump está acompanhado por uma delegação empresarial, que inclui os CEOs da Tesla e da Nvidia. A agenda inclui ainda temas como Taiwan e inteligência artificial. O presidente norte-americano já afirmou que as relações entre os EUA e a China estão “melhores do que nunca”.
Os mercados acionistas asiáticos registaram ganhos moderados, impulsionados pelo setor tecnológico, na sequência dos recordes alcançados em Wall Street. Ainda assim, as ações chinesas recuam de máximos de vários anos, pressionadas pela realização de lucros no arranque da cimeira entre Donald Trump e Xi Jinping. O Hang Seng China Enterprises Index (CHN.cash) perde 2,2%, enquanto o índice Hang Seng (HK.cash) recua 1,8%, penalizado sobretudo pelas ações da Alibaba. Também os futuros do principal índice japonês, o Nikkei 225 (JP225), registam quedas superiores a 1%. Os investidores continuam atentos ao impacto da guerra com o Irão nos preços do petróleo e na inflação global.
Na Europa, os mercados seguem em contraciclo face às praças asiáticas, com a maioria dos futuros dos principais índices a negociar em terreno positivo, à exceção do FTSE 100 britânico (UK100). O destaque vai para o principal índice alemão, o DAX 40 (DE40), que avança cerca de 0,40%.
Calendário Económico
Embora a cimeira Trump-Xi em Pequim domine a narrativa global, durante esta tarde o foco dos mercados desloca-se para o consumidor norte-americano.
Durante a sessão europeia, já foram conhecidos alguns indicadores económicos, com destaque para o PIB do Reino Unido, que em termos anuais ficou acima do esperado. Foram também divulgados os dados do IPC em Espanha, tanto em termos anuais como trimestrais, que ficaram em linha com as previsões dos analistas.
Uma hora antes da abertura do mercado norte-americano, serão divulgados os dados das vendas a retalho de abril e dos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA, às 13h30. Estes indicadores antecedem uma agenda preenchida da FOMC, com discursos de Hammack, Barr e Williams durante a noite. Na sequência dos avisos de Neel Kashkari de que a guerra com o Irão poderá alimentar uma inflação persistente, os investidores estarão atentos a qualquer sinal de que a FED possa manter a porta aberta a novos aumentos das taxas de juro.
XTB/RÁDIOILHÉU


