
A Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) foi criada em Maio de 1985, tendo como base o Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos da América devido à presença americana na Base das Lajes. No entanto, é pouco visível e conhecido o impacto económico e social real da FLAD nos Açores.
Tal questão levou a um requerimento do Grupo Parlamentar do CHEGA, para perceber que contrapartidas estão a chegar realmente aos Açores por parte da FLAD, uma vez que esta Fundação, na prática, só existe por causa da presença americana nos Açores.
Os parlamentares questionam, por isso, se foram realizados estudos do impacto económico e social, directo e indirecto, das acções e dos projectos apoiados pela FLAD nos Açores nos últimos 20 anos, questionando também quais os critérios subjacentes à distribuição de verbas para a Região. “Quem decide sobre a verba alocada pela FLAD aos Açores? Existe alguma informação oficial sobre o montante total de verbas atribuídas aos Açores, sob a forma de apoios, desde a criação da FLAD?”, querem saber os deputados.
O CHEGA pergunta ainda se o Governo Regional “tomou alguma iniciativa formal junto da FLAD” sobre as verbas recebidas pela Região que serão menos de 10% do orçamento da Fundação – que na prática é inferior aos custos com os três administradores nomeados.
No requerimento, os deputados querem também saber se existe alguma delegação da FLAD nos Açores – questionando fundos alocados e recursos humanos afectos – e se algum membro do conselho de administração foi designado pelo Governo Regional dos Açores. “O Governo dos Açores já tomou alguma iniciativa formal junto do Governo da República ou do Governo dos Estados Unidos da América para questionar a FLAD sobre a razão de não ter qualquer delegação ou sede nos Açores?”, quer também saber o CHEGA.
Para o deputado Francisco Lima “a FLAD tem sido, ao longo dos anos, uma reforma dourada para muitas figuras políticas, no entanto, os Açores – que são a base para haver a FLAD – poucos ou nenhuns benefícios reais terá tido com esta Fundação. Parece até que está de costas voltadas para os Açores”.
O parlamentar acrescenta que além de algumas bolsas, eventos culturais ou iniciativas institucionais “o impacto da FLAD no desenvolvimento económico é limitado, sobretudo fora de Lisboa e nos Açores, já que foi o arquipélago que motivou a constituição da FLAD”, concluiu.
CHEGA/AÇORES/RÁDIOILHÉU






