
A Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, participou esta quinta-feira no Talk Turismo Inclusivo, integrado na edição deste ano da BTL (Better Tourism Lisbon Travel Marke), que decorre na FIL, no Parque das Nações.
Na sua intervenção, a governante defendeu a importância crescente de afirmar os Açores como destino turístico inclusivo, preparado para receber todos os visitantes com autonomia, segurança e conforto, sublinhando ser este o compromisso do Governo dos Açores.
Segundo a governante, o turismo inclusivo “não beneficia apenas pessoas com deficiência, mas também idosos, famílias com carrinhos de bebé, pessoas com limitações temporárias e cuidadores”, reforçando que a acessibilidade é hoje um fator determinante para a qualidade da experiência turística e para a competitividade dos destinos.
O conceito abrange áreas como infraestruturas adaptadas (rampas, elevadores), comunicação acessível (braille, linguagem simples) e atendimento especializado, assegurando que as experiências turísticas estejam ao alcance de todos.
Elementos-chave como transporte adaptado, alojamento sem barreiras, praias, museus e demais atrações acessíveis contribuem para a plena inclusão e representam, simultaneamente, uma oportunidade de crescimento económico, dada a crescente procura por destinos universalmente acessíveis.
A Secretária Regional destacou também o trabalho desenvolvido no âmbito da Estratégia Regional para a Inclusão da Pessoa com Deficiência da Região Autónoma dos Açores, implementada pela Direção Regional para a Promoção da Igualdade e Inclusão Social.
Este instrumento orientador define prioridades e ações concretas para eliminar barreiras físicas, comunicacionais e atitudinais, promovendo a igualdade de oportunidades nos vários domínios da sociedade, incluindo a cultura, o desporto, o lazer e, naturalmente, o turismo.
No setor turístico, integram-se diversas ações: uma destas foi o levantamento da oferta turística acessível, sendo que em 2023 realizou-se uma auditoria a cerca de 100 equipamentos e recursos turísticos em parceria com a CRESAÇOR; deu-se também a elaboração e entrega de relatórios às entidades gestoras, com identificação de necessidades de melhoria; e houve a integração gradual da informação recolhida no Portal do Turismo dos Açores.
Prevê-se repetir o levantamento, mediante disponibilidade orçamental.
Outra das ações tem a ver com a sensibilização e formação de profissionais, tendo sido promovidas formações destinadas a qualificar os operadores turísticos para práticas inclusivas, nomeadamente, o Curso “Turismo Inclusivo – Pedestrianismo” e o Curso “Turismo Inclusivo nas Atividades Turísticas”.
Estas formações fornecem ferramentas para o desenvolvimento de ofertas acessíveis e experiências turísticas ajustadas às necessidades de todos os visitantes.
Estão em desenvolvimento outras ações, como dois trilhos acessíveis/sensoriais. Um na Terceira (percurso de 1,6 km entre a Lagoa das Patas e os Viveiros da Falca) e outro em São Miguel (trilho acessível na Lagoa das Furnas, com cerca de 1,5 km, incluindo pavimentos sensoriais e estruturas em madeira de criptoméria.
Berta Cabral reforçou que “um destino acessível é um destino mais justo, mais competitivo e preparado para o futuro”, sublinhando que os Açores continuarão a investir na inclusão como pilar estratégico do desenvolvimento turístico da Região.
GRA/RÁDIOILHÉU






