
O Presidente do PS/Açores, Francisco César, considerou que os resultados eleitorais do dia 18 de janeiro, representam “uma grande vitória para o espaço da moderação” e para um projeto político assente no diálogo, na união e no respeito pelas instituições democráticas, sublinhando que “ontem foi um bom dia para a democracia”.
Em declarações sobre o desfecho da primeira volta, Francisco César afirmou que a política deve ser exercida “não de um grupo contra o outro, mas como um esforço para unir os portugueses, trabalhar com todos e não deixar ninguém para trás”.
Para o líder socialista açoriano, o resultado alcançado impõe agora um novo ciclo político, que transcende fronteiras partidárias. “O bom dia de ontem implica que hoje tenhamos um novo começo. A partir de agora não se trata de um combate entre esquerda e direita, nem de partidos. Trata-se de um combate, na segunda volta, entre António José Seguro, que representa a decência, o respeito pelas instituições, pela Constituição, pela lei e pelo Estado de Direito, e, do outro lado, exatamente o contrário.”
Francisco César alertou que esta segunda volta não será fácil e que está em causa muito mais do que um simples resultado eleitoral. “Este é o combate da vida dos portugueses: preservar um regime político que garante a todos o direito de ter opinião e de decidir o seu futuro, contra um projeto que promove o radicalismo, o divisionismo e coloca os portugueses uns contra os outros.”
Nesse contexto, o líder dos socialistas açorianos estabeleceu um contraste claro com modelos políticos internacionais que rejeita para Portugal. “Estamos a falar de um projeto à semelhança de Donald Trump, que cria divisão, inveja e radicalismo. Não é isso que queremos para o nosso país.”
Francisco César deixou ainda um apelo explícito a todo o espaço democrático, incluindo à liderança regional do PSD. “Aquilo que um democrata como sei que é o Presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, deve fazer, é apelar ao voto no único democrata que vai às próximas eleições presidenciais.”
“O silêncio não pode ser cúmplice do radicalismo. Todos os democratas, sejam de esquerda ou de direita, devem apelar ao voto em António José Seguro. Daqui a 15 dias, precisamos de uma grande vitória em nome da democracia em Portugal.”, acrescentou.
Reiterando que esta não é uma questão partidária, o Presidente do PS/Açores sublinhou: “Se fosse qualquer outro candidato democrático da direita a enfrentar André Ventura numa segunda volta, teria manifestado o meu apoio desde o primeiro dia. Podemos ter diferenças ideológicas, mas há uma linha que nos une: a defesa intransigente da democracia.”
PS/AÇORES/RÁDIOILHÉU






