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TERCEIRA | Clélio Meneses diz que lacunas no Centro de Saúde da Praia atestam desinvestimento de anteriores governos

© Governo dos Açores | Fotos: SRSD
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O Secretário Regional da Saúde e Desporto visitou o centro de saúde da Praia da Vitória, onde disse ter encontrado “os mesmos problemas estruturais” que encontrou em outras unidades de saúde do arquipélago.

“As nove ilhas dos Açores estão marcadas por esta negligência na manutenção das unidades de saúde”, disse Clélio Meneses à margem da visita.

O governante afirmou ter encontrado constrangimentos diversos no centro de saúde da Praia da Vitória, devido a avarias no sistema de ar condicionado e nas redes de eletricidade e informática que, segundo o próprio, “decorrem do desinvestimento dos últimos anos no Serviço Regional de Saúde”.

“Estamos a pensar fazer aqui um esforço para ultrapassar essas dificuldades, e reforçar as respostas”, frisou.

Da reunião com a administração do centro de saúde, resultou a decisão do titular da pasta da saúde do Governo dos Açores de avançar, no imediato, com alguns trabalhos de recuperação da infraestrutura.

Clélio Meneses referiu igualmente problemas ao nível dos recursos humanos no centro de saúde da Praia da Vitória, e lembrou que nesta altura decorrem concursos para admissão de seis médicos de medicina geral e familiar para a unidade de saúde de ilha da Terceira “além dos três já contratados por este Governo”, bem como de nove enfermeiros, três psicólogos e nove assistentes operacionais, entre outros.

“A Terceira tem cerca de oito mil pessoas sem médico de família, e estamos a trabalhar para colmatar essa lacuna”, frisou o Secretário Regional da Saúde e Desporto.

Clélio Meneses confirmou que a este nível o problema é mais grave no concelho de Angra do Heroísmo. Presentemente a ilha tem 48.991 utentes com médico de família.

Instado a comentar a situação no restante arquipélago, o governante referiu que, com os 16 médicos de medicina geral e familiar contratados por este Governo para São Miguel, “cerca de 10% da população ainda não tem médico de família, podendo este número chegar a 4 ou 5%, com a contratação em curso e se forem preenchidas todas as vagas”.

Números do Serviço Regional de Saúde indicam que, tendo por referência os dados do final do ano de 2020, tinham médico de família em São Miguel, 133.984 utentes, existindo 12.167 utentes sem médico de família, e 804 sem médico de família por opção dos utentes.

À data atual, a generalidade dos centros de saúde tem a totalidade da população inscrita em médico de família, nomeadamente Nordeste, Povoação, Vila Franca do Campo e Ribeira Grande, salvo os utentes que não pretendem acesso a essa inscrição (669 utentes).

Com as recentes contratações de pessoal médico e com os movimentos de inscrição de utentes que estão a ocorrer, dos 148.976 utentes inscritos na Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel, cerca de 96 % da população ficará inscrita em médico de família, correspondente aproximadamente a 143 016 utentes.

GRA/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o editor da Rádio Ilhéu.