
O Grupo Parlamentar do CHEGA Açores entregou, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, um requerimento dirigido ao Governo Regional, pedindo esclarecimentos sobre o estado de execução da empreitada de ligação entre a Via Vitorino Nemésio e a Circular de Angra do Heroísmo.
Em causa está uma intervenção integrada no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com um investimento superior a 6,8 milhões de euros, cuja execução teve início em Novembro de 2024 e que deverá estar concluída até ao final do primeiro semestre de 2026.
O CHEGA sublinha a relevância estratégica desta obra para a mobilidade na ilha Terceira, uma vez que envolve ligações estruturantes entre importantes eixos rodoviários, com impacto directo nas acessibilidades, na segurança rodoviária e na actividade económica local, nomeadamente nas zonas do Posto Santo, Araucária e Vinha Brava.
No entanto, têm sido reportadas dificuldades no terreno, designadamente por parte de empresários cujos estabelecimentos se encontram nos troços abrangidos pela intervenção, apontando para constrangimentos no acesso e potenciais prejuízos decorrentes da duração dos trabalhos.
Face à proximidade do prazo previsto para a conclusão da obra e à ausência de informação pública detalhada sobre o seu estado de execução, o Grupo Parlamentar do CHEGA considera fundamental obter esclarecimentos por parte do Governo Regional.
Os parlamentares querem saber, em concreto, qual a data prevista para a conclusão da empreitada, se foram registados atrasos na execução dos trabalhos, se houve alterações ao projecto inicial, e se estão previstos trabalhos adicionais ou revisão de encargos no âmbito desta obra.
O deputado Francisco Lima defende que projectos financiados por fundos comunitários, como o PRR, “exigem um elevado grau de rigor, transparência e cumprimento de prazos”, pelo que se torna essencial “garantir que não existem desvios que possam comprometer a sua execução ou penalizar as populações”.
O CHEGA irá continuar a acompanhar este processo, defendendo a necessidade de uma gestão eficiente das obras públicas e a salvaguarda dos interesses dos Açorianos, em particular das populações directamente afectadas por esta intervenção.
CHEGA/AÇORES/RÁDIOILHÉU






