
O Governo dos Açores considera prioritário reforçar a valorização económica dos vinhos açorianos, criando condições para uma maior rentabilidade da produção e uma presença mais forte nos mercados, objetivos que estiveram no centro das conclusões do I Fórum da Vitivinicultura Açoriana.
“Temos vinhos com qualidade reconhecida e uma identidade absolutamente diferenciadora. O desafio que temos pela frente é fazer com que esse valor seja cada vez mais reconhecido pelo mercado e se traduza em melhores oportunidades e maior rentabilidade para quem produz”, afirma o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura.
O governante sublinha que o desenvolvimento do setor exige uma atuação articulada entre produtores, cooperativas, empresas, distribuição e restauração, associando a preservação da identidade dos vinhos dos Açores à inovação, à qualificação e à capacidade de chegar a novos consumidores.
O I Fórum da Vitivinicultura Açoriana, promovido pelo Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores (IVVA), decorreu entre 29 de outubro e 1 de novembro, na Madalena, ilha do Pico, sob o tema “Vinhos Atlânticos: Identidade, Inovação e Futuro”, reunindo produtores, técnicos, especialistas e representantes de instituições, distribuição, restauração e turismo.
Dos trabalhos resultaram nove conclusões, entre as quais a necessidade de preparar as empresas para os mercados externos, definir preços sustentáveis e canais de distribuição adequados e assegurar uma promoção coordenada e contínua dos vinhos açorianos.
O conhecimento dos custos de produção, o reforço do acompanhamento técnico e do associativismo e a adoção de respostas ajustadas às especificidades de cada ilha foram outras das prioridades identificadas.
A preservação das castas e do conhecimento tradicional, a inovação enológica e a valorização dos vinhos licorosos estiveram igualmente em destaque, a par da qualificação do enoturismo e da formação dos profissionais da restauração.
Para António Ventura, estas prioridades devem convergir num objetivo comum: aumentar o valor gerado pela fileira vitivinícola açoriana.
“A afirmação dos nossos vinhos passa pela qualidade, mas não termina nela. Temos de conseguir valorizar comercialmente essa qualidade, melhorar a capacidade das empresas para chegar aos mercados e reforçar a cooperação ao longo de toda a fileira”, salienta.
A qualidade da produção regional esteve também em evidência no I Concurso de Vinhos Certificados dos Açores, realizado no âmbito do Fórum, ao qual concorreram 58 vinhos certificados, 52 brancos tranquilos e seis licorosos, abrangendo as denominações de origem Biscoitos, Graciosa e Pico e a indicação geográfica Açores.
Foram atribuídas oito Grandes Medalhas de Ouro e oito Medalhas de Ouro a vinhos de oito agentes económicos. O Pé do Monte – Arinto dos Açores 2020, da Adega do Vulcão, foi distinguido como Melhor Vinho Branco do Concurso e Melhor Vinho Arinto dos Açores.
Nas restantes categorias, foram distinguidos o Terras de Lava Branco 2025, da Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, como Melhor Vinho Blend Branco; o Adega do Vulcão Verdelho 2023, como Melhor Vinho Verdelho; o Entre Pedras Terrantez do Pico 2025, como Melhor Vinho Terrantez do Pico; e o Ilha do Pico 10 Anos, da Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, como Melhor Vinho Licoroso.
O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação felicitou os produtores, cooperativas e empresas distinguidos, considerando que os resultados alcançados demonstram a qualidade e a capacidade de afirmação da produção vitivinícola açoriana.
GRA/RÁDIOILHÉU






