
Há uma variedade de banana regional – a “pequena anã” – que se produz essencialmente na Vila de São Sebastião, na ilha Terceira, que corre o risco de desaparecer por falta de reconhecimento desta variedade regional.
Trata-se de uma banana mais pequena, reconhecida pela sua doçura, mas que enfrenta grandes dificuldades de comercialização devido à sua dimensão e aparência, acabando por ser desvalorizada pelas cooperativas e até pelos consumidores.
Neste sentido, o CHEGA Açores enviou um requerimento à Assembleia Legislativa Regional questionando o Governo relativamente a esta variedade que, ao que se sabe, apenas é produzida na ilha Terceira. No requerimento os parlamentares pretendem saber se existe algum estudo sobre esta variedade e, não havendo, se o executivo regional está disponível para fazer a caracterização técnica da banana “pequena anã”, avaliar a viabilidade económica e estudar mecanismos de valorização comercial da mesma.
Os deputados do CHEGA entendem que cabe ao Governo Regional ter um papel activo na identificação, preservação e promoção das variedades tradicionais, para que não se corra o risco de desaparecerem. Algo que poderá acontecer se os produtores abandonarem as suas culturas por não terem rentabilidade económica, com base apenas – neste caso – na aparência e dimensão da banana.
Para o deputado Francisco Lima “é fundamental que os serviços regionais de agricultura estudem as características desta banana, avaliem o seu potencial comercial e identifiquem medidas que permitam melhorar o rendimento dos produtores. É uma banana que se produz na Terceira e que pode ser mais um potencial económico da ilha”.
O parlamentar reforça que “não podemos deixar desaparecer variedades agrícolas dos Açores apenas porque são mais pequenas ou não têm a aparência que o mercado exige. Temos de conhecer as suas características, perceber o seu potencial e dar aos produtores condições para continuarem a cultivar aquilo que é nosso”, conclui.
CHEGA/AÇORES/RÁDIOILHÉU






