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REGIÃO | Apoiar a utilização das Lajes para guerra dos EUA é contribuir para a crise económica e social que vai chegar aos Açores

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Apoiar o ataque de Israel e dos EUA ao Irão “é aceitar que a vida de milhões piore, incluindo a vida dos açorianos”, afirmou António Lima, referindo-se aos efeitos da crise económica e social que será provocada por esta guerra.

Num debate sobre a valorização estratégica da Base das Lajes e das contrapartidas para a Região pela sua utilização pelos militares norte-americanos, em que o Chega e a IL defenderam a renegociação imediata do acordo com os EUA, o Bloco apontou um caminho alternativo, que prepare a autonomização de Portugal e da União Europeia em relação aos EUA, que potencie a utilização da Base das Lajes no plano civil e que reconheça o papel dos Açores nas políticas de defesa com respeito pelo interesses dos Açores, do Direito Internacional, do ambiente e da cooperação pacífica entre os povos.

Quem “ameaçou tomar a Gronelândia à força e sugeriu anexar o Canadá não cederá um milímetro”, afirmou António Lima.

O Bloco defende um caminho que prepare as condições para a saída dos norte-americanos das Lajes e a autonomização de Portugal e da União Europeia em relação aos EUA, que hoje nos vê como adversários.

António Lima recordou as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, que, quando ainda era Presidente da República classificou Donald Trump como sendo “um ativo russo”, para depois deixar uma pergunta: “Se Trump é um ativo de Putin, e se Putin é inimigo, o que é que isso faz de Trump?”.

António Lima deixou claro que o Bloco condena o atual regime do Irão, “uma teocracia abominável que oprime o seu povo”, mas salientou que largar “bombas sobre Teerão não implantam a democracia, nem defendem os direitos humanos”, apenas “espalham morte e destruição”.

“Desta guerra nascerá o caos e a crise de consequências imprevisíveis”, acrescentou o deputado do Bloco, recordando o que aconteceu logo após a invasão da Ucrânia pela Rússia, que o Bloco condenou desde a primeira hora: “combustíveis a subir em flecha, seguidos dos juros e dos bens alimentares, das prestações da casa e dos preços da eletricidade”.

BE/AÇORES/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o Diretor de Programação da Rádio Ilhéu, sediada na Ilha de São Jorge. É também autor da rubrica 'Cronicas da Ilha e de Um Ilhéu' que é emitida em rádios locais, regionais e da diáspora desde 2015.