OPINIÃO

OPINIÃO | Os destruidores de Portugal apoiam Seguro, por José Pacheco

Artigo de opinião do Presidente do CHEGA Açores, José Pacheco
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Não vou suavizar o título. Não é uma provocação gratuita. É uma constatação. Os destruidores de Portugal apoiam António José Seguro porque ele representa exatamente o sistema que nos trouxe até aqui: um sistema falhado, gasto, ideologicamente capturado e moralmente esgotado.

Portugal não chegou a este ponto por acaso. Foi empurrado. Empurrado por décadas de decisões erradas, de cedências constantes e de governação feita para minorias organizadas e interesses externos, nunca para o povo real. Esse povo que trabalha, produz, paga impostos e é sempre o último a ser ouvido.

Olho para o país real e vejo as pescas destruídas. Um setor que fez de Portugal uma nação marítima foi asfixiado por decisões tomadas longe do mar, longe dos pescadores, longe da realidade. Gabinetes cheios, lotas vazias. Eis o resultado.

Vejo a agricultura abandonada. A soberania alimentar reduzida a chavão de campanha. Campos ao abandono, agricultores esmagados por burocracia e concorrência desleal, enquanto o Estado prefere importar tudo e depender de fora. Chamam-lhe progresso. Eu chamo-lhe submissão.

Quem trabalha está sempre no fim da fila. Salários miseráveis, impostos sufocantes, custo de vida a subir todos os meses. Mas há uma escolha política ainda mais grave: Portugal prefere pagar para não trabalhar. Prefere incentivar o laxismo, o subsídio fácil, a dependência permanente, em vez de proteger e fomentar o tecido empresarial, o pequeno e médio empresário, o comércio local, quem cria riqueza real e emprego duradouro.

O Estado estrangula quem produz e recompensa quem nada devolve à sociedade. Isto não é solidariedade. É perversão do Estado social.

E depois há uma opção moral que diz tudo sobre o país em que nos estão a transformar: Portugal prefere pagar a imigrantes em vez de cuidar dos nossos idosos, que trabalharam uma vida inteira e hoje vivem com pensões indignas. Prefere ignorar os jovens portugueses, empurrando-os para a emigração, enquanto lhes retira qualquer perspetiva de futuro. Isto não é humanismo. É abandono dos nossos.

Na segurança, o cenário é vergonhoso. Falta gente, faltam meios, falta autoridade. As forças de segurança são desautorizadas, atacadas politicamente e humilhadas no discurso público, enquanto o crime é relativizado e o criminoso tratado como vítima do sistema. Isto não é progresso. Isto é o colapso do Estado.

Na saúde, o retrato é trágico. Pessoas morrem à porta dos hospitais. Profissionais exaustos, serviços em rutura, urgências encerradas. E o que ouvimos? Propaganda, slogans e desculpas. Este desastre foi construído ao longo de anos. Não caiu do céu.

Podia continuar. Educação fragilizada. Justiça lenta e seletiva. Cinquenta anos de governos mais preocupados em manter poder do que em servir Portugal.

Mas há mais. Portugal prefere cuidar de agendas woke importadas, financiar desvios sociais completamente afastados da realidade social maioritária, histórica e secular do país. Há dinheiro para tudo o que fragmenta, divide e confunde, mas nunca para o essencial: família, trabalho, segurança, identidade, nação.

Portugal prefere levantar bandeiras minoritárias enquanto despreza a bandeira nacional. Ajoelha-se perante agendas globalistas perigosas, opacas, que ninguém elegeu e cujos verdadeiros intuitos ninguém conhece. Chamam-lhe modernidade. Eu chamo-lhe perda de soberania e de identidade.

E não falamos apenas de incompetência. Falamos de um sistema apodrecido por dentro, marcado por décadas de escândalos e corrupção: os submarinos, autarcas condenados, Casa Pia, o caso Sócrates. Um regime inteiro comprometido. E é esse regime que hoje se reúne em torno de António José Seguro.

Não me venham falar de consensos, moderação ou regressos serenos. Foi exatamente essa conversa mole que destruiu o país enquanto se fingia governar.

Portugal enfrenta uma escolha clara e brutal. Ou continua a fingir que muda enquanto tudo fica na mesma, ou rompe de vez com este ciclo de decadência política, social e moral. Não há centro confortável. Não há neutralidade possível.

Eu escolho a rutura. Escolho a coragem. Escolho dizer o que muitos pensam e poucos têm coragem de afirmar. Hoje, a única alternativa real ao sistema instalado chama-se André Ventura.

Portugal terá de decidir se quer continuar submisso aos mesmos de sempre ou se quer levantar-se com verdade, identidade e coragem política. A história não perdoa a cobardia. E o povo, quando decide, decide mesmo.

Artigo de opinião do Presidente do CHEGA Açores, José Pacheco

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o Diretor de Programação da Rádio Ilhéu, sediada na Ilha de São Jorge. É também autor da rubrica 'Cronicas da Ilha e de Um Ilhéu' que é emitida em rádios locais, regionais e da diáspora desde 2015.