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Isabel Teixeira apresenta voto de congratulação à Escola Profissional da Ilha de São Jorge pela comemoração dos 25 Anos

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A Escola Profissional da Ilha de São Jorge celebrou, no passado dia 31 de maio, 25 anos de educação, formação e qualificação profissional.

A Escola Profissional da Ilha de São Jorge (EPISJ) iniciou a sua atividade formativa em setembro de 1996, nas antigas instalações do Externato Cunha da Silveira, este início concretizou o sonho de Leonel Nazário e de António Silveira.

Leonel Nazário, que regressou a São Jorge após longos anos de ausência, uma parte deles dedicados aos estudos, sabia as dificuldades que os jovens Jorgenses tinham para prosseguir estudos. Não raramente, para prosseguirem os seus estudos, tinham de se ausentar da ilha. Leonel Nazário sabia, por isso, que a escola seria uma mais-valia a nível económico e social para a ilha de São Jorge.

Por seu turno, António Silveira, também jorgense e Presidente da Câmara Municipal de Velas, arregaçou as mangas como só ele o sabia fazer e deu asas ao sonho do Leonel Nazário.

Assim, foi criada a Associação para o Desenvolvimento da Ilha de São Jorge, tendo como acionistas a Câmara Municipal de Velas, a União de Cooperativas Agrícolas de Lacticínios de São Jorge, a Associação de Agricultores de São Jorge e alguns particulares.

Esta escola iniciou com dois cursos de qualificação profissional de nível III: o curso de Técnico de Turismo Ambiental e Rural e o curso de Técnico de Indústrias Alimentares. No total, nesse primeiro ano, frequentaram estes cursos cerca quarenta alunos.

Importa recordar que, à época, apenas existiam escolas profissionais nas ilhas Terceira e de São Miguel.

Importa também recordar que a Escola Profissional da Ilha de São Jorge ministrou, nos anos subsequentes, uma larga variedade de cursos, recebendo alunos não apenas de São Jorge, mas também de outras Ilhas e inclusive de fora do país, nomeadamente de Timor Leste e de Cabo Verde. Alguns através de programas de intercâmbio levados a cabo nesse sentido, situação que ainda hoje se mantém. De realçar que muitos destes alunos, apesar de optarem pelo ensino profissional, prosseguiram os seus estudos e completaram o ensino superior.

Esta escola veio a adquirir, dois anos mais tarde, um espaço com quinta e casa senhorial, no lugar da Queimada, freguesia de Santo Amaro, que depois de restaurado serviu para os estágios profissionais. Este espaço é hoje conhecido como Quinta Pedagógica da Escola Profissional.

Esta escola adquiriu desde logo um dinamismo assinalável. A oferta formativa e a procura crescente por parte de novos alunos deram à Escola Profissional da Ilha de São Jorge uma dimensão nunca sonhada pelos seus impulsionadores. Nesta perspetiva os então gestores da escola decidem avançar para novas instalações na zona de entre-morros, concluindo-se em 2006 a primeira fase da obra e a segunda fase em 2009.

Ao longo destes vinte e cinco anos esta escola ministrou 110 cursos de formação, atingindo uma taxa de 90% de empregabilidade dos seus formandos, resultados a todos os níveis notáveis.

É fundamental para a ilha de São Jorge que a escola profissional continue a exercer um papel importante na área da educação, que esteja aberta a novos projetos, pois importa a todos a fixação de jovens e o desenvolvimento da Ilha.

É de salientar que neste momento a escola tem formandos de seis das nove ilhas dos Açores.

Por tudo isto, e pela reconhecida importância económica, social e educativa na ilha de São Jorge e nos Açores, pela afirmação e conhecimento transmitido aos jovens açorianos, vem o Grupo Parlamentar do Partido Socialista – Açores, apresentar um Voto de Congratulação pelos 25 anos da Escola Profissional da Ilha de São Jorge.

Do mesmo deve ser dado conhecimento à escola, nomeadamente aos seus órgãos sociais e associados, às Câmaras Municipais e às Assembleias Municipais de Velas e Calheta e ao Conselho de Ilha.

GPPS/AÇORES/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o editor da Rádio Ilhéu.