
O executivo municipal da Câmara da Calheta, na ilha de São Jorge, no arquipélago dos Açores, manifestou recentemente a sua profunda preocupação relativamente à escassez de lugares disponíveis nos voos de e para a ilha de São Jorge.
Segundo a missiva enviada à Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, liderada por Berta Cabral, “a limitação da oferta aérea tem vindo a agravar-se, condicionando seriamente a mobilidade dos cidadãos, num território onde a acessibilidade assume um caráter essencial. Esta realidade afeta não só deslocações por motivos de saúde e profissionais, como também compromete o normal desenvolvimento da atividade económica e turística da ilha”.
O executivo presidido por António Viegas refere “que, para o início do mês de julho, se prevê uma elevada procura, tendo em conta a forte aposta nas festas concelhias das Velas e da Calheta, eventos que tradicionalmente atraem um número significativo de visitantes. A atual limitação de lugares disponíveis nos voos poderá comprometer o sucesso destas iniciativas, com impactos diretos no tecido económico local”.
António Viegas salientou que “a redução da capacidade das aeronaves em determinadas ligações, bem como a ausência de reforço significativo na operação aérea para a época de verão, agravam ainda mais os constrangimentos já sentidos pela população e pelos agentes económicos”.
O presidente da Câmara Municipal da Calheta apelou “à adoção de medidas que permitam reforçar a oferta aérea de e para a ilha de São Jorge, assegurando condições adequadas de mobilidade para residentes e visitantes, sobretudo num período de maior afluência”.
Por fim, o executivo municipal demonstrou a sua total disponibilidade para colaborar na identificação de soluções que sirvam o interesse público e de todos os jorgenses.






