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ATUALIDADE – Deputada Isabel Teixeira apresenta voto de pesar pelo falecimento de Duarte Silveira

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Faleceu, no passado dia 15 de abril, o ex-Presidente da Câmara Municipal da Calheta, Duarte Manuel de Bettencourt da Silveira, tinha 58 anos de idade, foi pai de dois filhos, o André e o João Miguel.

Nasceu na Praia da Vitória, ilha Terceira e, com apenas um ano de idade, juntamente com os seus pais voltam para São Jorge, sua terra natal, radicando-se na vila da Calheta, onde Duarte Silveira viveu toda a sua infância, volta a sair de São Jorge para completar estudos, como a maioria dos jovens jorgenses e mais tarde para cumprir o serviço militar.

Em 1984 ruma à ilha de São Jorge onde se fixa definitivamente. Em 1990 assume funções de adjunto do Presidente da Câmara Municipal da Calheta, José Leovigildo Sousa Azevedo.

Com esta experiência na Câmara Municipal, Duarte Silveira inicia então um percurso de 20 anos de autarca.

Em 1993 é eleito Vereador (Vice-Presidente) cargo que ocupa até 2001. Neste ano, assume a Presidência da Câmara, que prolonga por dois mandatos.

Posteriormente, em 2013 volta a dar o seu contributo como Deputado Municipal, terminando então as suas funções de autarca em 2017.

Duarte Silveira destacava-se pela sua inteligência, pela sua permanente boa disposição e por uma invulgar e curiosa presença de espírito.

Fica também lembrado – e muito justamente – pelo importante contributo que ofereceu à música nesta ilha, fruto do seu talento, de uma permanente disponibilidade e ainda de uma extraordinária sensibilidade musical, herança de muitos dos seus antepassados, com especial destaque do seu pai, Ernesto Silveira. A paixão pela música.

Durante a sua vida, participou em dezenas de grupos musicais na ilha de São Jorge. Não podemos esquecer a sua participação no Grupo Etnográfico da Calheta – que tanto respeito merecia da sua parte – bem como do antigo grupo de baile “Sena”, uma das suas primeiras e mais marcantes experiências musicais na sua juventude, mas também do conhecido grupo Gente Nova, que integrou durante largos anos.

No entanto, mas numa outra dimensão, a “menina dos seus olhos”, foi naturalmente o seu amado grupo de música popular açoriana “Tributo” que, pela sua dimensão artística e cultural, e também pelo patamar atingido na música portuguesa, terá representado para Duarte Silveira o maior projeto musical que integrou em toda a sua vida.

Muitos foram também os grupos, principalmente de jovens, que a ele recorreram quando pretendiam formar grupos de baile ou de concerto, ao que o Duarte sempre respondia com a sua pronta e dedicada colaboração, oferecendo-lhes o seu conhecimento e uma importante palavra de incentivo.

Os seus colegas do “Tributo” prestaram-lhe uma última homenagem, com dois temas do recente álbum discográfico intitulado “Tributo em Nós”. A “Canção da Despedida” e ainda a gravação da voz de Duarte Silveira a interpretar o tema “Notas de Infância”, como se do seu último desejo se tratasse:

“Quando um dia eu morrer
e peço por caridade
O que de mim tu guardares
guarda também a Saudade”

Assim, nos termos regimentais e estatutários aplicáveis, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, aprova um voto de pesar pelo falecimento de Duarte Manuel Bettencourt da Silveira.

Do presente voto deverá ser dado conhecimento à família, ao Conselho de Ilha, à Câmara Municipal, à Assembleia Municipal e Junta de Freguesia da Calheta.

GPPS/AÇORES/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o editor da Rádio Ilhéu.