
A ilha de São Miguel, sendo a ilha com maior peso económico dos Açores, tem vindo a ser constantemente esquecida nos sucessivos Planos e Orçamentos Regional, com menos investimento e com menos investimento por habitante.
Esta é uma situação que o CHEGA tem afirmado por diversas vezes, e que hoje reforçou durante uma reunião com o Conselho de Ilha de São Miguel, que reuniu com o CHEGA depois de emitir parecer desfavorável condicionado às antepropostas do Plano Regional Anual e do Orçamento da Região Autónoma dos Açores para 2027.
Os conselheiros manifestaram ao CHEGA o seu descontentamento com a falta de investimento previsto para 2027 em várias áreas, como saúde, acessibilidades terrestres, marítimas e aéreas, habitação e respostas sociais, educação, pescas, agricultura e promoção turística.
O líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, lembrou que o Plano e o Orçamento de 2026 davam prioridade às verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas que esperava que para 2027 houvesse mais investimento, em todas as ilhas, de forma proporcional.
“Estamos constantemente a verificar que São Miguel, apesar de ser o principal motor económico da Região, onde se concentra o maior tecido empresarial, e a ilha que tem mais população, fica sempre para trás nos investimentos. Este é o primeiro Plano e Orçamento depois do PRR e esperávamos ver muito mais investimento, quer para São Miguel, quer para as restantes ilhas”, referiu José Pacheco.
Para o líder parlamentar, há obras em São Miguel que já foram inscritas em vários Planos e Orçamentos e que continuam sem ser concretizadas, “e nada garante que sejam efectivamente feitas no próximo ano”. O parlamentar dá o exemplo de várias estradas, das melhorias do Porto de Ponta Delgada, ou mesmo o Hospital do Divino Espírito Santo que, “não se sabe se as obras de redimensionamento vão mesmo avançar”.
José Pacheco lamenta, por isso, a falta de ambição do Plano e do Orçamento para 2027, principalmente para a ilha de São Miguel. “Os dados que temos é que, para 2027, o investimento por habitante previsto para São Miguel – a ilha com mais população dos Açores – é de 2.739€, quando a média da Região é de 4.099€. Além de não ser justo, é deixar ao abandono a maior ilha dos Açores. Isto não se faz”, concluiu.
CHEGA/AÇORES/RÁDIOILHÉU






