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ATUALIDADE | Chega contra injustiça social de trabalhadoras da Cofaco sem capacidade de progressão na carreira

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Há 220 trabalhadoras da COFACO, de um total de 271, que estão impedidas de progredir na carreira profissional e que ganham o mesmo desde que entram na empresa conserveira até à reforma. A denúncia foi feita ao deputado do CHEGA por parte do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e Serviços, Hotelaria e Turismo dos Açores (SITACEHT/AÇORES), que revelou condições laborais degradantes, perseguições e falta de capacidade de progressão na carreira por parte das 220 manipuladoras. Uma situação que se reflecte não só no salário mínimo actual – 658 euros – mas também na futura reforma destas trabalhadoras.

O dirigente sindical SITACEHT/AÇORES, Vítor Silva, transmitiu a José Pacheco o “desequilíbrio social e salarial” criado por esta situação para as 220 trabalhadoras da COFACO, tendo já sido apresentado à empresa uma proposta para evolução de três níveis de categoria profissional, que implicaria um aumento de 7,5 euros por mês. Uma proposta que foi recusada pela conserveira apesar de ter vindo a ser debatida há alguns anos.

O deputado José Pacheco manifestou-se contra o que considerou “uma injustiça enorme, que provoca um grande desequilíbrio salarial que se vai reflectir na idade da reforma. O CHEGA entende que temos de dignificar o trabalho e pagar adequadamente. Não podemos ser uma região que vive de ordenados mínimos”.

Para o CHEGA “é uma injustiça usar a pobreza e a necessidades das pessoas, aproveitando-se da situação social de Rabo de Peixe, para uma grande empresa usar os seus trabalhadores para obter o lucro e não os tratar com dignidade”, disse José Pacheco.

O deputado do CHEGA estranhou a constitucionalidade e legalidade de não ser permitida a progressão na carreira profissional, questionando mesmo a legislação laboral acerca desta situação. Neste sentido, o CHEGA solidariza-se com as 220 manipuladoras da COFACO que estão impedidas de progredir na carreira profissional e que, por isso, apenas podem ganhar o ordenado mínimo.

CHEGA/AÇORES/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o editor da Rádio Ilhéu.