
No âmbito das audições do Presidente do Governo Regional com os partidos políticos com representação parlamentar sobre o programa Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), o CDS deixou claro, desde logo, a necessidade de obter, por parte do Governo da República, a garantia de que nenhum dos três pilares que o compõem estará, à partida, vedado à Região Autónoma dos Açores, permitindo a recuperação de infraestruturas críticas, designadamente as que garantem a mobilidade pelas vias terrestres, marítimas e aéreas.
Neste sentido, o CDS considera igualmente imperioso defender que a tipologia de projetos candidatáveis não poderá ser a priori fixado pelo Governo da República, como sucedeu com o PRR, nem os seus pilares estanques, permitindo a apresentação de projetos que, pela sua natureza ou pela sua finalidade, se possam enquadrar em objetivos de diferentes pilares.
Para além disso, o CDS entende que o PTRR deverá ser adaptado à realidade dos Açores, nomeadamente no que concerne à resiliência energética, investindo na produção geotérmica na central da ilha Terceira, bem como à resiliência das comunicações móveis, estendendo a sua aplicação à RITERAA – Rede Integrada de Telecomunicações dos Açores, e, finalmente, aos riscos da cibersegurança para a toda a administração pública regional.
O PTRR constitui uma importante oportunidade para todo o país, sendo, para isso, determinante que o pacote financeiro, ainda por apurar, seja distribuído de acordo com as necessidades e as circunstâncias territoriais, neste caso, da Região Autónoma dos Açores.
CDS/AÇORES/RÁDIOILHÉU






