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ATUALIDADE | Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas promove, no âmbito do projeto “Isto não é um cubo”, a nova criação da “Escola dos Labirintos”, dos OSSO Coletivo

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Os Osso Coletivo desenvolvem uma oficina, no dia 31 de janeiro, pelas 15h00. A oficina destina-se a crianças dos 6 aos 10 anos. A atividade é gratuita, mas de inscrição obrigatória através do email arquipelagocentrodeartes@azores.gov.pt

A Escola dos Labirintos é um projeto de OSSO coletivo iniciado em 2021, dedicado a crianças entre os 6 e os 10 anos, para o qual diferentes constelações de artistas são convidados a cocriarem um conjunto de dispositivos performativos de carácter oficinal, que serão ativados pelos artistas criadores em conjunto com as crianças participantes.

Nesta nova proposta, com direção artística de Ricardo Jacinto, e apresentada pela primeira vez no Arquipélago, os pequenos participantes terão a oportunidade de explorar e contribuir com as suas ideias e intervenções para a ativação de um espaço cénico onde jogos performativos (Valeria Caboi) e musicais (João Silva) se articulam com a arquitetura a partir de um dispositivo cinemático (Lucas Resende).

Apelando à imaginação das crianças através de um contacto criativo com as especificidades do contexto envolvente, sempre mediado pela subjetividade e sensibilidade de cada artista, esta é uma escola feita de labirintos onde todos serão convidados a, mais do que procurar uma saída, experimentar o prazer da deriva alimentada pela curiosidade e deslumbramento.

NOTA BIOGRÁFICA

A OSSO é um coletivo que inclui artistas e investigadores de diferentes áreas (música e artes sonoras, artes plásticas, fotografia, dança, performance, design, arquitetura e cinema). Desde 2012, tem vindo a desenvolver a sua atividade em torno do apoio à criação, investigação, programação e formação, predominantemente transdisciplinar, em colaboração com outros artistas e coletivos, suportada por parcerias públicas e privadas. Os seus projetos procuram explorar práticas artísticas em articulação com um pensamento crítico, estético e político que contemple a especificidade dos contextos e territórios nos quais se inserem. Depois de ter estado na Fundição de Oeiras (2012-15) e na sede da Trienal de Arquitetura de Lisboa (2016-17), em 2018 a OSSO mudou-se para um novo espaço na aldeia de São Gregório Caldas da Rainha, onde tem vindo a desenvolver um programa de Residências Artísticas, compreendendo o acolhimento de artistas associados da OSSO e outros convidados. Este programa é o centro de um conjunto de atividades nas áreas da criação, formação, programação e investigação artística em articulação com parceiros locais, nacionais e internacionais, sempre atento à comunidade rural onde se insere. A OSSO pretende deste modo ser um ponto de encontro entre artistas, dialogando ativamente com a comunidade local, perspetivando sempre a continuada construção e manutenção de um lugar onde os processos de criação artística são as fundações de um projeto social, político e ecológico de raiz comunitária.

ACAC/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o Diretor de Programação da Rádio Ilhéu, sediada na Ilha de São Jorge. É também autor da rubrica 'Cronicas da Ilha e de Um Ilhéu' que é emitida em rádios locais, regionais e da diáspora desde 2015.