
O Alojamento Local (AL) dos Açores recebeu em 2024, 472,4 mil hóspedes. Estes originaram 1,8 milhões de dormidas, o que representa um crescimento de 17,3% em relação a 2023.
Os dados, agora revelados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores, vêm confirmar aquilo que a ALA tem vindo a afirmar e reafirmou recentemente, no 3.º Encontro do Alojamento Local dos Açores, que teve lugar em Ponta Delgada, nos passados dias 31 de janeiro 1 e de fevereiro, e que se traduz na importância cada vez maior deste nosso setor, no todo que é o setor do alojamento turístico dos Açores, a que se junta a Hotelaria Tradicional e o Turismo em Espaço Rural.
Conhecidos os dados de dezembro, verifica-se que o AL registou 44,6 mil dormidas neste último mês do ano, o que representa uma variação positiva de 5,1%, em relação a dezembro de 2023.
Em dezembro de 2024, à exceção da Graciosa, onde se registou um decréscimo de 35,9%, todas as restantes ilhas tiveram uma variação positiva, segundo os dados do SREA: Corvo (546,7%), São Jorge (39,9%), Santa Maria (30,4%), Terceira (10,7%), Pico (9,3%), São Miguel (3,8%), Faial (1,9%) e Flores (0,8%).
Assim, tal como foi salientado no nosso terceiro encontro, continua a ser necessário trabalhar para uma maior e regular distribuição de fluxos por todas as ilhas.
Assim, a ALA manifesta-se preocupada com a possível redução do número de voos da Azores Airlines, entre Lisboa e Horta, no próximo verão. A confirmar-se a redução, que foi notícia nos últimos dias, a ilha do Faial mais vulnerável e dependente das ligações interilhas, podendo daí advir uma redução do número de turistas na ilha e daí, a redução do número de dormidas no AL.
A juntar a esta preocupação, surge também a notícia acerca da falta de capacidade financeira do Governo Regional dos Açores para fazer manutenção em infraestruturas
públicas.
A ALA alerta para aquela que é já a notória falta de investimento em manutenção nos espaços públicos regionais, lembrando que as ilhas dos Açores são conhecidas e muito valorizadas, não só, mas também, pelas infraestruturas públicas cuidadas e em excelente estado de conservação. A deterioração de espaços públicos pode, por si só, ser uma machadada na qualidade do nosso destino turístico.
Acresce ainda a necessidade de investir, de forma cirúrgica, na promoção dos Açores, nomeadamente para os meses da época baixa, onde se continua a registar uma forte quebra no número de hóspedes.
Sendo certo que, estes, são números globalmente positivos para o setor do AL e para economia dos Açores, as entidades oficiais devem desenvolver um trabalho mais forte e consistente, para que o Alojamento Local, o setor do turismo e toda e economia da Região, bem como a criação de postos de trabalho continuem a crescer, fazendo deste, um motor cada vez mais importante para os Açores.
ALA/RÁDIOILHÉU