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AÇORES | SRS. Respostas estratégicas têm de mexer com a estrutura, defende Clélio Meneses

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O Secretário Regional da Saúde e Desporto disse esta sexta-feira em Ponta Delgada que as respostas estratégicas aos problemas do Serviço Regional de Saúde “têm de mexer com a estrutura”.

Foi na abertura das 17ªs Jornadas de Pneumologia em Medicina Geral e Familiar – Açores e Continente. “Mexer com a estrutura é inverter a pirâmide”, explicou. “O foco deve estar nos cuidados primários, na proximidade e na prevenção”.

Clélio Meneses apelou a uma “cultura diferente de responsabilização coletiva, que não pode ser só dos profissionais de saúde” e referiu que esta aposta do Governo dos Açores “é determinante”, mas lembrou que “os resultados em saúde não são imediatos”.

“Estamos a pagar duas décadas de desinvestimento”, frisou o Secretário Regional da Saúde e Desporto.

Esta mesma estratégia serviu de mote à intervenção de Clélio Meneses, na abertura oficial do I Simpósio Português sobre a Anca, organizado pela DepuySynthes, também na sexta-feira em Ponta Delgada. O governante referiu que a aposta resultou já no aumento do número de médicos contratados pelo Serviço Regional de Saúde, nos últimos dois anos e sustenta o “trabalho constante para reforçar os quadros com mais médicos, mais enfermeiros e mais técnicos de diagnóstico e terapêutica”.

“Estamos num contraciclo positivo, ao contrário do que acontece na república, em que o serviço de saúde está a ser destituído de profissionais de saúde”, frisou.

Clélio Meneses recusou a tese de que os problemas da saúde são “insolúveis” ou até mesmo “uma fatalidade”. O governante disse, a este propósito, reconhecer que “há um problema de base que me parece resultar da incompatibilidade das naturezas da saúde e da política. Enquanto a política é o império do imediato, na saúde não é assim. Desde logo a nossa aposta na prevenção tem efeitos a médio e longo prazo”.

GRA/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o editor da Rádio Ilhéu.