
A Secretária Regional da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro, declarou hoje ser imperioso rever os apoios à relevância turística, asseverando uma “política honesta e de proximidade” junto dos clubes da Região.
”A política honesta e de proximidade tem essa prerrogativa: a da convergência. Perante o argumento dos clubes açorianos, de que precisariam de mais tempo para uma reformulação sistémica, de modo a garantir-lhes a necessária previsibilidade para lançamento de uma época desportiva pautada pela estabilidade, revimos a calendarização previamente apresentada”, assinalou a governante.
Sofia Ribeiro falava na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, num debate em que garantiu “espírito de diálogo construtivo” para, de forma participada, serem definidas “prioridades, critérios e obrigações na atribuição de subvenções desportivas, com o fito da promoção das atividades física e desportiva”, nos Açores.
“Cientes de que a previsibilidade no planeamento é uma importante chave para o sucesso, decidimos manter o apoio à relevância turística também para a época 2026/2027, mas assumimos, desde já, a imperiosidade da sua revisão. De forma clara: não se está a proceder a uma extinção, mas sim a uma reformulação do apoio”, declarou.
E prosseguiu: “Estamos já a trabalhar na alteração do quadro dos apoios na área do Desporto, para que se enquadrem as participações individuais e coletivas em provas e campeonatos regionais e nacionais, diferentes escalões e divisões competitivas, diferentes comitivas, necessidades logísticas específicas de cada modalidade, nomeadamente quanto ao transporte de equipamentos e animais. A abrangência da revisão é extensível aos atuais e mais variados programas de apoio, como é o exemplo da atividade de treino e competição, dos escalões de formação”.
O compromisso, asseverou, passa por envolver a comunidade desportiva, numa “discussão alargada que permita maior adequação às necessidades regionais como um todo”.
“Inclusivamente, já começámos a fazê-lo. Na passada semana convidámos os clubes que competem nos escalões competitivos superiores dos campeonatos nacionais, que usufruem do apoio à relevância turística no âmbito da Direção Regional do Desporto, para uma reunião, em que assumimos o compromisso de mantermos este apoio na época 2026/2027, tendo iniciado, desde logo, o processo da sua revisão, com o intuito de associarmos critérios de prática desportiva que permitam a consolidação dos escalões de formação, o investimentos em atletas formados nos Açores e o estímulo da atividade física regular e de hábitos de vida saudáveis”, vincou.
Os clubes, detalhou a Secretária Regional, comprometeram-se a apresentar um elencar de princípios e de objetivos que devem integrar a construção de um plano estratégico de desenvolvimento desportivo que salvaguarde as suas necessidades competitivas, associando-a à prática de formação desportiva com elevada qualidade dos atletas nos Açores.
“Numa fase posterior, abriremos o debate às associações desportivas das diversas modalidades e, por via destas, aos diferentes clubes desportivos, bem como à comunidade, tal como já estamos a comunicar às associações”, sublinhou.
Sofia Ribeiro lamentou também que o PS, que “tem todo o direito de querer discutir a alocação de verbas” à “Palavra Açores”, não o tenha feito “em três ocasiões formais” no Assembleia Legislativa.
“Nem na minha audição, na apresentação da proposta de Plano, no início de novembro passado, nem tão-pouco na sessão legislativa em que este documento foi debatido e votado, e muito menos na sessão legislativa passada, em que debatemos os apoios aos clubes, o PS me questionou sobre a afetação de redução de investimento no Desporto, neste ano de grande exigência orçamental”, vincou.
E concretizou: “As únicas preocupações do PS, e as suas duas únicas propostas de alteração orçamental, prenderam-se com infraestruturas desportivas. Não quiseram saber quanto à «Palavra Açores», nem quanto a outras áreas de investimento desportivo. (…) Portanto, o PS que, ou sabia e deixou passar, ou não sabia e não quis saber, perde toda a decência ao questionar a ética com que desempenhamos a missão governativa”.
GRA/RÁDIOILHÉU






