
A deputada do PSD/Açores Salomé Matos afirmou que a criação da Entidade Gestora do Doente em Espera (EGDE) veio trazer “rigor e transparência” na gestão das listas de espera cirúrgicas, garantindo que os números do Serviço Regional de Saúde “refletem a realidade” dos doentes que aguardam por cirurgia.
Segundo a parlamentar social-democrata, a propósito do Relatório Anual de Atividades da EGDE, entregue recentemente na Assembleia Legislativa dos Açores, “a articulação promovida pela EGDE entre os três hospitais e as restantes entidades do Serviço Regional de Saúde permitiu, pela primeira vez, apurar com precisão o número de utentes realmente inscritos em tempo máximo de espera para cirurgia, corrigindo distorções que se arrastavam há vários anos”.
Salomé Matos lembrou que, “entre 2023 e 2024, se verificava já uma tendência de redução do número de inscritos e dos tempos de espera, mas as obras no Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT) e no Hospital da Horta (HH), bem como o incêndio no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), condicionaram esse percurso de recuperação”.
“Apesar dessas dificuldades, o relatório mostra que o HDES conseguiu recuperar mais depressa, também ao nível da realização de consultas, o que se traduziu num aumento mais acentuado de novos inscritos e, em outubro de 2025, em valores médios semelhantes aos registados antes do incêndio”, referiu.
Para a deputada do PSD/Açores, “o empenho na monitorização e na gestão administrativa permitiu eliminar cerca de 87% de propostas de cirurgia desatualizadas ou duplicadas, através do cruzamento de dados, o que mostra bem a dimensão do trabalho feito para limpar e tornar mais fiáveis as listas”.
“Hoje, mesmo com mais utentes a serem inscritos, as listas refletem melhor a realidade e são mais justas para quem aguarda por uma cirurgia”, frisou, salientando que “o aumento das consultas de médicos de família e de especialidade junto dos utentes é um sinal de maior acesso aos cuidados de saúde, que o PSD/Açores sempre defendeu”.
Salomé Matos destacou ainda que a EGDE identificou “margem para aumentar a produtividade programada dos blocos operatórios, desde que haja maior rigor no cumprimento das intervenções agendadas e se aprofundem parcerias com entidades externas para reforçar a capacidade cirúrgica”.
“É precisamente nesse sentido que o Governo Regional tem vindo a trabalhar: planear melhor, aproveitar ao máximo os blocos operatórios e recorrer, quando necessário, a parcerias responsáveis, para que os açorianos esperem menos tempo por uma cirurgia”, afirmou.
A deputada social-democrata considerou também que “a criação de uma junta médica externa ao Serviço Regional de Saúde, para reavaliação clínica de situações mais complexas, pode ser um instrumento adicional de transparência e confiança dos utentes no sistema, alinhado com a prioridade que este Governo dá à defesa do interesse dos doentes”.
“O PSD/Açores continuará a apoiar todas as medidas que reforcem o rigor das listas de espera e a capacidade cirúrgica do Serviço Regional de Saúde, porque governar é assumir a responsabilidade de transformar dados em melhores cuidados para as pessoas”, concluiu.
PSD/AÇORES/RÁDIOILHÉU






