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AÇORES | PS. “Empresas Açorianas precisam urgentemente de medidas de apoio”

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O Grupo Parlamentar do PS visitou a Padaria & Pastelaria Gomes & Santos LDA, uma empresa de referência na área da panificação na ilha de São Miguel, em Ponta Delgada, que conta já com 70 anos de atividade e 64 funcionários ao seu cargo.

Na ocasião, Sandra Dias Faria vincou que as Empresas e as Famílias Açorianas “mereciam um maior e melhor apoio nesta fase económica que atravessamos, de crise inflacionista”, algo que o Governo Regional prefere “desvalorizar” e “não dar resposta”.

“Nesta empresa, como noutras, o que ouvimos foi o mesmo: que os custos de produção dispararam, que é cada vez mais difícil encontrar mão de obra e que é cada vez mais difícil rentabilizar um negócio. E o Governo o que faz? Nada ou perto de nada”, realçou a deputada socialista.

Na audição desta empresa, os deputados socialistas frisaram o “aumento brutal de fatores de produção” que, na área da panificação, assentam essencialmente “no custo de pelets, dos combustíveis, nos preços das gorduras e das farinhas e no açúcar cujo preço, na maior parte dos casos, triplicou”.

Estas são queixas que são comuns e que o PS/Açores tem escutado nas suas muitas reuniões com empresários, autarcas, dirigentes associativos, entre outros.

Sandra Dias Faria recordou que o PS apresentou, no Parlamento dos Açores, no debate do Plano e Orçamento, na passada semana, um “Plano de Emergência Social e Económica dos Açores no valor global de 46,3 milhões de euros”, uma medida chumbada pelos partidos da direita (PSD, CDS/PP, PPM, IL, Chega, o deputado independente Carlos Furtado) e pelo PAN.

“O Plano de Emergência Social e Económica dos Açores, avançado pelo PS, previa a reafectação destes 46,3 milhões de euros para o apoio às famílias (18,8 milhões), às empresas (24 milhões) e às Misericórdias e IPSS’s (3,5 milhões)”, explicou a deputada do GPPS.

Esta empresa valorizou a pertinência da proposta do PS que pretendia, entre outras medidas, “a criação de uma Linha de Crédito Regional de 3 milhões de euros, o apoio aos custos de produção no valor de 6,5 milhões e a criação de um mecanismo de estabilização do custo de transporte de matérias-primas e mercadorias, igualmente no valor de 6,5 milhões de euros”.

Sandra Dias Faria entende que o apoio à atividade económica privada deve ser “uma das nossas maiores preocupações”, porque “ao apoiar as empresas a manter a sua atividade estamos a proteger o emprego e a apoiar as famílias Açorianas”.

“Os partidos da direita chumbaram o Plano de Emergência Social e Económica dos Açores, apenas porque foi uma proposta do PS. Preferiram agarrar-se ao poder, em vez de aceitar uma boa ideia para ajudar as famílias e as empresas dos Açores. Uma coisa é certa: os Açorianos sabem que podem contar com o PS/Açores para continuar a trabalhar em boas medidas, que melhorem as suas vidas”, assegurou Sandra Dias Faria.

GPPS/AÇORES/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o editor da Rádio Ilhéu.