
O Deputado da Iniciativa Liberal (IL) no Parlamento dos Açores, Nuno Barata, afirmou, na sessão do Parlamento dos Jovens dedicado à temática da literacia financeira, que a celebração da Autonomia se faz pelas contas certas e apelou às novas gerações para que punam partidos e governantes que constituem dívida pública astronómica que serão as novas gerações a pagar.
“Nestes 50 anos da Autonomia, este tema da literacia financeira é muito acutilante. Nada melhor do que repensar a Autonomia e o futuro dos Açores numa base financeira. E a Autonomia não está em perigo só pelas ameaças que vêm do centralismo lisboeta, a Autonomia está em perigo, precisamente, por via da incapacidade da Região gerir os seus recursos adequadamente e ter feito opções financeiras desadequadas que levaram ao acumular de 3 mil milhões de euros de dívida que vai ser paga não pela minha geração, não pela geração anterior à minha que a fez, mas pela vossa geração, ou seja, por aqueles que agora estão a entrar no mercado de trabalho e que vão ter que pagar essa dívida a longo prazo, com as consequências de não terem recursos suficientes para fazer os investimentos necessários”, alertou.
Recordando que, no panorama político nacional, “foi a Iniciativa Liberal que introduziu a discussão sobre literacia financeira”, Barata falou aos jovens apelando à reflexão: “O que cabe a cada um de nós é avaliar essas atitudes e perceber que as opções erradas de cada governo necessitam, claramente, de uma punição ao nível eleitoral dessas más opções”.
É que, lembrou o parlamentar liberal, “quando nas nossas vidas privadas fazemos escolhas financeiras erradas, cada um de nós paga essa fatura e paga com grande peso. Nós, as nossas famílias, as empresas… pagam o custo da responsabilidade das opções que foram tomadas. No caso dos governos, quem paga essa fatura somos todos nós. Não são os partidos que a fazem, não são os governos que constituem essa dívida, não são aqueles que fazem por nós a opção errada. Somos todos nós”.
Por isso, apelou aos alunos dos ensinos secundário e profissional que estavam a participar na sessão regional do Parlamento dos Jovens para que “avaliem”: “É isso que peço a todos vocês, que vão para casa e que pensem um pouco nisso. É que vão ter, nos próximos 20, 30 ou 40 anos, que fazer um esforço suplementar para acudir à dívida pública que a Região Autónoma dos Açores tem neste momento, que é astronómica para a riqueza que nós produzimos”.
Nuno Barata considerou ainda que, “nos últimos 20 anos, as opções políticas foram as de recorrer a dívida e a endividamento”, lamentando que “falte muito literacia financeira também a quem tem governado a Região”.
IL/AÇORES/RÁDIOILHÉU






