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AÇORES | Narcolanchas: André Franqueira Rodrigues quer vigilância europeia ao serviço de Portugal

Eurodeputado socialista defende que o OceanEye e capacidades europeias de observação do oceano reforcem a vigilância marítima e o combate ao narcotráfico
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O eurodeputado socialista André Franqueira Rodrigues questionou a Comissão Europeia sobre a utilização das novas capacidades europeias de observação do oceano no apoio às autoridades portuguesas contra o narcotráfico, num momento em que se multiplicam os avistamentos e as apreensões de “narcolanchas” em águas nacionais.

A questão foi colocada numa reunião conjunta das comissões da Segurança e da Defesa (SEDE) e das Pescas (PECH) do Parlamento Europeu, dedicada à autonomia estratégica europeia, à segurança marítima e naval e à proteção de infraestruturas críticas.

“Portugal tem uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas da União Europeia e assiste a um aumento significativo de avistamentos e apreensões de lanchas rápidas ao serviço de redes de tráfico de droga“, afirmou.

“Estas embarcações tornaram-se um dos principais focos de alerta para as autoridades marítimas e de segurança. A sua velocidade e crescente sofisticação tecnológica colocam uma enorme pressão sobre os meios da Marinha, da Polícia Marítima e da GNR“, acrescentou.

O Coordenador dos Socialistas e Democratas na Comissão das Pescas e membro suplente da Comissão da Segurança e da Defesa recordou os alertas de especialistas e das forças de segurança sobre a necessidade de reforçar a vigilância, a deteção e a perseguição destas embarcações no espaço marítimo português.

Perante Alison Weston, Coordenadora Sénior para a Segurança Marítima e Adjunta da Diretora para a Política de Segurança e Defesa do Serviço Europeu para a Ação Externa, e Iglika Yakova, chefe de unidade adjunta da Direção-Geral dos Assuntos Marítimos e das Pescas da Comissão Europeia, André Franqueira Rodrigues quis saber em que medida o OceanEye e as restantes capacidades europeias de observação podem ser postos ao serviço deste combate.

“A segurança do nosso oceano não pode esperar. As autoridades portuguesas estão na linha da frente de um problema que ultrapassa fronteiras nacionais. A Europa deve pôr ao seu dispor os melhores instrumentos de conhecimento, deteção e vigilância“, defendeu.

Para o eurodeputado, o carácter transnacional das redes de narcotráfico e a dimensão do espaço marítimo a vigiar exigem maior articulação entre os meios nacionais e as capacidades europeias de observação e partilha de informação.

O OceanEye é uma iniciativa da Comissão Europeia para reforçar a observação e o conhecimento do oceano. Adotada a 3 de junho, no quadro do Pacto Europeu para os Oceanos, prevê, entre outras medidas, um sistema digital europeu do oceano que funcione como ponto único de acesso a dados e conhecimento sobre o meio marinho. Com esta iniciativa, a União Europeia pretende assegurar 35% do sistema mundial de observação dos oceanos até 2035.

PE/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o Diretor de Programação da Rádio Ilhéu, sediada na Ilha de São Jorge. É também autor da rubrica 'Cronicas da Ilha e de Um Ilhéu' que é emitida em rádios locais, regionais e da diáspora desde 2015.