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AÇORES | “Incúria e desmazelo do atual Governo PSD/CDS/PPM prejudicam a SATA e os seus passageiros”

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Carlos Silva realçou que o “caos operacional e desnorte estratégico na Sata resulta diretamente do atual Governo Regional da coligação PSD/CDS/PPM”.

O vice-presidente do grupo parlamentar do PS falava no Parlamento dos Açores, no debate de urgência suscitado pelo PS acerca da situação operacional do Grupo SATA.

Num debate que ficou marcado pela ausência de respostas por parte do Governo Regional, Carlos Silva expôs o “desnorte estratégico” e o “caos operacional” do Grupo SATA, que prejudica toda a Região, pela “limitação da mobilidade, pelo impacto negativo na notoriedade e pelo impacto económico”, salientando que o Governo Regional e o seu Presidente, José Manuel Bolieiro, “não pode continuar a esconder-se”.

O parlamentar socialista realçou que as últimas semanas “têm sido um autêntico calvário para os passageiros da SATA Air Açores”, pela “incerteza sobre a realização ou não dos voos, os sucessivos adiamentos e longas horas de espera que se transformaram em cancelamentos, as alterações de voos para os dias seguintes sem qualquer explicação e sem qualquer apoio”.

Carlos Silva destacou que, apesar da “total ausência de liderança”, os trabalhadores da SATA têm sido “verdadeiramente incansáveis e de uma enorme resiliência”, mantendo a “empresa à tona de água”.

Carlos Silva expôs a “fragilidade da operação da SATA”, que tem “aviões parados e em manutenção desde o ano passado, com manutenções programadas para a época alta, outros a funcionar durante semanas com casas de banho avariadas”.

“No passado dia 4 de junho mais de 70% da frota da Sata Air Açores estava inoperacional, em pleno início de época alta e foi utilizado, em desespero, um avião de longo curso (A-320), com quase 200 lugares, para voos interilhas de 18 minutos. Este conjunto de peripécias e problemas operacionais exigem, no mínimo, explicações e apuramento de responsabilidades”, frisou.

Carlos Silva estranhou que a SATA Internacional, em pleno processo de reestruturação, esteja a “recorrer a vários ACMI’s (aluguer de aeronaves com tripulação) de largos milhões de euros”, para “rotas e mercados não prioritários para a Região” e questionou “quais os riscos envolvidos na abertura de novas rotas, com recurso a ACMI’s, entre a Madeira, Porto e América do Norte, perguntando também se o Governo Regional “autorizou ou não a abertura destas novas rotas”.

Carlos Silva considerou ser “inaceitável” que o Grupo SATA “esteja sem Presidente do seu Conselho de Administração há mais de 70 dias” e que o Presidente do Governo “ainda esteja a fazer contatos para encontrar um presidente para a SATA” e que considere que “não há qualquer pressa, quando em abril prometeu ser breve”.

O deputado do GPPS classificou estas afirmações como “perigosas” e “reveladoras do desnorte e da ausência de liderança do Presidente do Governo”, que está a “destruir a Sata Air Açores, financeira e operacionalmente”.

“É urgente encontrar e nomear um novo Conselho de Administração, que dê estabilidade, que recupere a paz social entre os trabalhadores e que assegure que o Grupo SATA continua a servir os Açores e os Açorianos”, sublinhou.

O parlamentar do PS destacou que, nos últimos três anos, o Grupo SATA “acumulou 130 milhões em prejuízos”, um agravamento e “um desvio significativo do Plano de Reestruturação acordado com Bruxelas”.

“No passado, durante os Governos PS, por problemas menores, muitas foram as vozes a exigir explicações e responsabilidades e até pedidos de demissão. Mas agora, perante problemas tão graves, que ameaçam o futuro da SATA, aqueles que antes exigiam tudo estão no Governo, mas estão calados. Não podemos perder mais tempo. É preciso agir, decidir com transparência e recuperar a SATA”, finalizou o vice-presidente do grupo parlamentar do PS, Carlos Silva.

GPPS/AÇORES/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o Diretor de Programação da Rádio Ilhéu, sediada na Ilha de São Jorge. É também autor da rubrica 'Cronicas da Ilha e de Um Ilhéu' que é emitida em rádios locais, regionais e da diáspora desde 2015.