
As verbas do Programa PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência são fundamentais para os Açores, que estão constantemente expostos a catástrofes naturais, e que devido à descontinuidade territorial precisam sempre de verbas adicionais para fazer face aos elevados custos associados à ultraperiferia.
Neste sentido, e porque este Programa anunciado pelo Primeiro-Ministro pretende fazer reforçar a resiliência do país a fenómenos adversos e potenciar investimentos reforçando a competitividade e coesão do país, o CHEGA Açores entende que as verbas devem ser usadas para melhorar as acessibilidades nas ilhas, nomeadamente requalificando ou criando novas vias de acesso.
No final de uma reunião com o Presidente do Governo Regional, o Presidente do CHEGA Açores, José Pacheco, deu o exemplo da ilha de São Miguel, onde se pode aproveitar para requalificar as vias de acesso em toda a costa Sul do concelho de Ponta Delgada e da costa Norte de São Miguel, por exemplo no acesso à Povoação, “que foi o único concelho que ficou mais isolado e excluído das SCUT”. Acessibilidades em todas as ilhas que podem representar um custo estimado de 26,3 milhões de euros, de acordo com contas do CHEGA Açores.
José Pacheco lembrou que estas verbas também poderão ser usadas para resolver os problemas das linhas de água que têm assolado algumas freguesias, como os Arrifes. “Temos esse problema nos Arrifes e, com estas verbas, poderíamos incluir a construção das bacias de retenção, que é uma responsabilidade do Governo Regional, e podíamos resolver finalmente o problema das cheias nos Arrifes”, explicou José Pacheco.
Para o Presidente do CHEGA Açores, é essencial que a gestão das verbas que serão transferidas ao abrigo do PTRR seja feita pela Região, com rigor e com seriedade, lembrando que o CHEGA fará depois a fiscalização de todo o processo. “Porque quando deixamos esses assuntos nas mãos dos centralistas de Lisboa, corre sempre muito mal. Os últimos episódios assim o têm demonstrado”, disse José Pacheco referindo-se às verbas para a compensação dos danos provocados pelo Furacão Lorenzo, cuja transferência do Governo da República foi prometida, mas demorou até ser concluída enquanto a Região foi avançando com as obras.
CHEGA/AÇORES/RÁDIOILHÉU






