
“O Governo de Montenegro é um traidor para os Açores e para a nossa Autonomia. E o seu expoente máximo foi, na Assembleia da República, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares”, foram estas as primeiras palavras do líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, aquando do debate de urgência sobre o Subsídio Social de Mobilidade (SSM), proposto pelo PSD.
José Pacheco falava do debate a propósito do tema na Assembleia da República, criticando o líder parlamentar do PSD na República pelas declarações proferidas contra Açorianos e Madeirenses, argumentando que da parte dos deputados do PSD eleitos pelo Arquipélago “não vi a defesa dos Açores. Não vi vontade de acabarem com este nome “subsídio”. Os Senhores têm vergonha de si próprios e o PSD na Região esconde-se debaixo das pedras”.
O parlamentar lembrou que os deputados do PSD eleitos pelos Açores “estavam amordaçados e depois é que fizeram declarações” fora do hemiciclo. “Não é assim que se defende os Açores. É batalhando. Eu acusei tantas vezes o Governo de António Costa e o Governo do PS nos Açores. E os Senhores esconderam-se”, reforçou.
“O CHEGA não tem problemas em fazer acordos – até com o diabo se for preciso – para defender a nossa terra. Os Senhores é que ficam medrosos”, criticou José Pacheco que lançou duras críticas à postura do Governo Regional, quando os antigos Presidentes dos Açores e da Madeira – Mota Amaral e Alberto João Jardim, respectivamente – “até disseram que os deputados do PSD eleitos pelos Açores e pela Madeira na República, deviam passar a independentes”.
No CHEGA Açores, cujos deputados marcaram presença na Assembleia da República no dia da discussão do SSM, “não somos traidores da nossa terra”, referiu José Pacheco que lembrou que além do Subsídio Social de Mobilidade, há outras questões do Arquipélago que tardam em ter resolução na República. “A Lei de Finanças Regionais, a capitação do IVA, a Base das Lajes – que desde 1995 os Açores não recebem nada de contrapartidas e temos trabalhadores portugueses a ganhar abaixo do salário mínimo regional”, referiu o parlamentar.
Referindo-se à intervenção do PSD que “atacou aqueles que têm condições reais de resolver a questão – CHEGA e PS – é intrigante”, disse José Pacheco que acrescentou que em vez de um debate de urgência “seria muito mais legítimo apresentarem um voto de protesto ao líder do PSD na República. O que se fez aqui foi uma manobra evasiva”.
Perante o reafirmar – por parte da coligação – de que os Açores também apresentaram uma proposta que seguiu para a Assembleia da República, o líder parlamentar do CHEGA lembrou que “a proposta que saiu dos Açores não resolvia a situação”, apesar de ter sido aprovada também pelo CHEGA. É que a proposta que seguiu para a República, apenas acabava com a obrigatoriedade de Açorianos e Madeirenses apresentarem comprovativo de não-dívida ao Estado, mantendo a obrigatoriedade de estar inscrito numa plataforma digital para receber o reembolso.
“Os agentes de viagens dizem que não conseguem fazer esse trabalho na plataforma, por isso nem quero imaginar quem não está habituado com as novas tecnologias. É só vender dificuldades e, infelizmente, temos um Governo da República que além de trapalhão, é muito maldoso para as autonomias – mas não se esqueçam que são 500 mil Açorianos e Madeirenses”, alertou José Pacheco.
A proposta emanada pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores para alterar o Subsídio Social de Mobilidade que seguiu para a República, é dos Açores e de todos os partidos com representação parlamentar e não do PSD, afirmou José Pacheco que questionou onde estava a proposta do PSD e da coligação para resolver a situação.
“O PSD a nível regional e a nível nacional não pensa sobre nada e só vai atrás da banda de música, porque já sabiam que iam aparecer duas propostas – do CHEGA e do PS – na República”, afirmou José Pacheco.
CHEGA/AÇORES/RÁDIOILHÉU






