AÇORES | Bloco critica Governo por continuar a subsidiar a abertura de novos AL apesar de já reconhecer que há excesso de oferta

António Lima critica o Governo Regional por continuar a atribuir subsídios públicos à criação de Alojamentos Locais, quando a taxa de ocupação real desta tipologia de alojamento turístico é de apenas 4,1% e quando há um enorme problema de falta de casas disponíveis para habitação permanente.
Num debate de urgência sobre turismo, hoje no parlamento, o deputado do Bloco salientou que a quebra do turismo é de apenas 2,6% em relação ao ano anterior – que foi o melhor de sempre – e que a maior quebra está no Alojamento Local, que tem uma taxa de ocupação muito baixa devido ao excesso de oferta.
Aliás, pela primeira vez, hoje, a secretária regional do Turismo reconheceu que há excesso de oferta de AL, mas, apesar disso, o Governo recusa acabar com a atribuição de apoios públicos para a construção de mais AL.
Além de acabar com os apoios públicos para a criação de novos AL, o Bloco defende que é fundamental regular o mercado, através da fixação de limites por freguesia, tendo em conta a relação entre o número de AL e o número de habitação permanente.
Esta proposta protege as famílias, porque trava o aumento dos preços da habitação por falta de oferta, mas também os empresários que têm AL nestas áreas de maior pressão.
O Bloco pretende também criar um programa voluntário de conversão de AL em arrendamento de longa duração.
Estas propostas estão já em análise no parlamento, por proposta do Bloco.
Atualmente, existem 5027 AL nos Açores, o que representa cerca de 60% da oferta de camas nos Açores.
António Lima lamentou a ausência de um Plano de Ordenamento do Turismo para a Região, destacando que a ilha de São Miguel está com o plano suspenso há 16 anos.
“O Governo permitiu que o turismo tivesse um crescimento sem amarras e agora está com o problema nos braços”, afirmou o deputado.
Sobre a necessidade de aumentar a promoção do destino para captar mais turistas, António Lima considerou que este esforço deve estar concentrado na época baixa e que devem ser os próprios empresários a assumir esta responsabilidade em conjunto, porque “a primeira preocupação de qualquer empresário é procurar clientes para o seu negócio”.
BE/AÇORES/RÁDIOILHÉU






