AÇORES | Arrojamentos de aves marinhas acompanhado de perto pela Secretaria Regional do Mar e das Pescas

A ocorrência de aves marinhas arrojadas que se tem verificado em várias ilhas dos Açores, devido às condições meteorológicas adversas, está a ser acompanhada de perto pela Secretaria Regional do Mar e das Pescas, através da Direção Regional de Políticas Marítimas (DRPM), autoridade ambiental para o meio marinho na Região.
Até à presente data, foram registados mais de 80 arrojamentos de tordas-anãs (Alle alle), uma espécie que, apesar de invernar em águas açorianas, em condições normais raramente é observada em terra. Estes episódios associam-se geralmente a períodos de mau tempo, estando igualmente documentado noutras regiões do Atlântico Norte.
O registo destas ocorrências tem sido possível graças ao trabalho articulado dos vigilantes da natureza dos Serviços de Ambiente e Ação Climática, observadores de aves, organizações não governamentais e delegados de ilha da Secretaria Regional do Mar e das Pescas, que têm desempenhado um papel fundamental na deteção, comunicação e acompanhamento das situações.
Até ao momento, foram contabilizados sete exemplares na ilha das Flores, nove na ilha Graciosa, 55 no Faial, 16 no Pico e duas na ilha Terceira. A maioria das aves encontrava-se já morta ou em estado moribundo, apresentando, nesse caso, sinais de exaustão extrema e desorientação, sem capacidade para regressar ao mar.
Das ocorrências registadas, cinco aves foram avaliadas e alvo de cuidados veterinários, com intervenção do CERAS (Centro de Recuperação de Aves Selvagens) do Pico e do médico veterinário da Câmara Municipal de Lajes das Flores e do Serviço de Desenvolvimento Agrário da mesma ilha, tendo sido possível a recuperação e libertação de um exemplar na ilha das Flores.
A DRPM apela à colaboração da população, solicitando que, sempre que seja detetada uma ave marinha arrojada:
• A mesma não seja tocada ou recolhida;
• Em caso de se encontrar viva, seja evitada a manipulação e o correspondente stress adicional;
• A ocorrência seja prontamente comunicada às autoridades ambientais ou aos serviços competentes da respetiva ilha, através da linha SOS Ambiente (+351 800 292 800).
O acompanhamento e a monitorização sistemática de episódios como este, por parte das autoridades, é fundamental para a avaliação do impacto de eventos meteorológicos extremos na biodiversidade marinha, contribuindo assim para a melhor gestão e conservação dos ecossistemas dos Açores.
GRA/RÁDIOILHÉU






